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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Viagem

Se porventura partires, leva-me contigo nesse mar que te acolhe. Um mar da cor do céu, onde a esperança vive e o sonho mergulha. E quando a noite cair, abraça o horizonte e beija-me a mão que te estendo. Não penses, não digas nada, deixa-te levar rumo ao jardim dos sentidos. E nesse recanto, que é só teu, senta-te e escuta a voz do coração: se o ouvires chorar, não receies, aceita o sinal e prossegue a tua viagem. Se o ouvires cantar, é sinal que fizemos da noite dia e das estrelas sorrisos. Então, fica mais um pouco e vive cada instante como sendo único.

No coração do inferno

No chão, coberto de cinzas, jazem almas indefesas. As manchas de vermelho alaranjado transformam o ar num braseiro e da noite se fez dia. Um dia de terror. Enquanto o Homem luta no cenário desolador, esquecemos a Mãe Natureza e os atos e não atos cometidos. Estarão os deuses zangados? Perguntam alguns. Não, dizem outros. Os deuses estão impotentes perante o cenário de morte e desolação. Mais do que cinzas e escombros há Dor. Muita Dor. Pais que sofrem, filhos que clamam, corações que choram e gritam na hora da partida... Por mais que se fale, por mais que se escreva, por mais que se tente, nada conseguirá dissipar a Dor e o Sofrimento de quem esteve no centro da tragédia, no coração do inferno.

Parabéns Afonso

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O tempo avançava na tarde soalheira ao ritmo de sempre. As tarefas do final das aulas não davam tréguas. Ao cansaço da época, juntavam-se o nervosismo e a expetativa da tua Chegada. O tempo, a contrário do habitual, não fluía, antes parava a cada segundo, tornando infindável a Espera. Quando finalmente o telefone tocou, o meu coração saltou do peito e do outro lado, uma voz emocionada: "É lindo!". Esta expressão do teu pai marcaria o início daquela que considero ser a mais bela e marcante etapa da minha vida: ser avó. Um Amor e uma Ternura infinitos apoderaram-se do meu Ser, naquele instante. Desde aí, o tempo passou rápido, e sem darmos conta, seis anos se passaram. Hoje, és um Bom menino. Simpático, Meigo e Amigo de todos aqueles com quem te relacionas. Transportas na alma a Bondade e o Amor pelo próximo. Disso não duvido. Apesar da tua idade, já destes provas do potencial humanitário que há em Ti. Parabéns Meu Príncipe "Maior".

"Jardim dos Sonhos"

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Avanço com um sorriso de Esperança rumo ao Jardim dos Sonhos. Num recanto de alma contida, planto sementes de Alento e rebentos de Confiança. Vou regá-los e alimentá-los para que germinem. Enquanto aguardo que a Vida cumpra o seu papel, avanço tranquilamente. Neste intervalo de metamorfose, paro, escuto a Razão e dou a mão ao Sonho. Caminhando no silêncio do tempo, sem pressa nem julgamentos, vamos saudando a Memória e abraçando a Saudade... E se um dia as plantas florirem, irei colher rosas de Paz e inalar o aroma doce da Paixão.

Estado de(a) alma

Quando o pensamento decide descansar um pouco, as lembranças acompanham-no, dando lugar a um estado de descontração único. Hoje, é um dia desses. Sinto a alma sossegada e a mente adormecida. Sinto-me em paz. Não é um estado que se deseje e se tenha no imediato, é um estado aprendido, treinado. Assim, respirando o ar fresco da manhã, bebo um café e deixo os acontecimentos mundanos lá "fora". Neste "recanto", onde só entra quem eu quiser, sinto a tranquilidade invadir-me.

Sorria...

... porque um sorriso proporciona bem-estar. Aprender a sorrir é, também, uma forma de curar a mente e o corpo. Uma cura que, por vezes, pode não ser tarefa fácil, mas está, seguramente, ao alcance de todos. Pode dizer-se que constitui um mecanismo de autocura (e de autoconhecimento), que não carece de estratégias complexas, mas apenas do uso da vontade e do pensamento positivo. Porque o pensamento pode dominar a mente e esta, por sua vez, condiciona o nosso estado físico e emocional, aprender a equilibrar o nosso humor através de um sorriso ( e de outras práticas - ioga, meditação, etc...) constitui uma forma simples para alcançar a felicidade. No entanto, se, apesar de tudo, a dificuldade em sorrir permanecer, aproveite o sorriso de uma criança para sorrir também, pois o mais belo Sorriso será sempre o das crianças. Porque é genuíno e espontâneo. Um ato de Amor que transporta Paz e Felicidade, que agita os sentidos e acalma as tempestades emocionais. Uma lufada de ar na alma contida dos afetos, um arco-íris no firmamento emocional. Que todas as crianças possam sorrir, livre e alegremente, despojadas do medo, da violência, da fome, da doença... E que nós, adultos, possamos espelhar-nos nesse Sorriso para tornar mais feliz a nossa existência.

A menina e o mar

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No ar um bando de gaivotas orquestra melodias em círculo, o sol beija-lhe a pele e a brisa refresca-lhe o rosto húmido dos dias. Tem a alma contida numa nuvem de sonhos, no peito uma mão cheia de afetos, mas continua Ela mesma: a menina de sorriso fácil e olhar profundo. Sempre que o tempo lhe permite é ali que regressa para contemplar o mar - seu companheiro de horas esquecidas. Repousa o corpo na areia morna da praia e o pensamento na cartilha da Vida. Constrói sonhos, aventuras, viagens... recosta-se na memória e deixa-se levar como folha caída. Voa, livre, sem rumo nem coordenadas, até onde o desejo a levar. Só ela mesma e o pensamento que a transporta para lá desse mar. Enquanto bebe o silêncio e a paz do momento, sente na boca o travo amargo da saudade, mas continua fiel a si mesma, olhando o mundo pelo filtro do perdão, do amor e do carinho. Não dá conta do tempo passar... No horizonte o sol faz-lhe adeus e sussurra-lhe ao ouvido uma canção de esperança: ama-te, renova-te, porque o amanhã não tarda e será breve e incerto.

“O caminho faz-se caminhando”

Às vezes caminhamos, outras vezes tropeçamos. Se há pedras no caminho, só temos que saber contorná-las e acreditar que há (sempre) um amanhã melhor. Acreditar é sonhar. Porque sem Sonho a Vida não existe, existe sobrevivência.

Enquanto caminho, medito. Leio o pensamento. Ler só por ler, sem julgar antecipadamente e/ou inutilmente. É assim que prefiro caminhar. Sem pressas, sem devaneios, sem rumo. Só eu e o tempo que o Tempo me dá. Caminhando e observando o mundo, sem juízos de valor. Desse modo estou bem comigo e com o universo. Num estado de energia plena e de bem-estar, sem pensar no passado e/ou projetar o futuro. Diria antes: estou Zen - um estado que me permite ” beber um café comigo mesma”.