Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Mudar é possível

Dois livros (O Poder do Agora e Um Novo Mundo), o mesmo autor (Eckhart Toole), o mesmo poder das palavras. Dois livros que fizeram a diferença entre todos os livros que já li. Assuntos atuais, vistos por um especialista em espiritualidade e controlo da mente. O " poder do Agora" e o "despertar de uma nova consciência" são textos que nos ajudam a utilizar o potencial do momento presente e a controlar a nossa mente. Para alguns, o tema pode parecer bluff, mas não deixa de ser interessante pensar sobre o assunto e no modo como estes livros têm ajudado a alterar comportamentos de milhares de pessoas. Os textos revelam-se motivadores e geradores de alterações na personalidade dos leitores predispostos à mudança. Só basta desejar mudar e estar sensibilizado para as questões espirituais. Tudo, naturalmente, associado a disciplina mental e treino. Como qualquer atividade desportiva, também a mudança comportamental se consubstancia no treino regular e na vontade férrea de alcançar resultados positivos. O que é perfeitamente possível, pois a personalidade humana altera-se ao longo da nossa vida, segundo comprovam estudos científicos, levados a cabo na segunda metade do século XX.

Retrato

Olho o teu retrato todos os dias
Todos os dias te olho como se estivesses aqui.


Enquanto dura o fugaz encontro
Uma lagrima rola no meu rosto
E com cautela e disfarçadamente digo-te que estou bem.


Rasgo um sorriso sem sentido
E guardo as palavras que não ouço
Como pedaços de esperança que alimentam os meus dias.

 

A pastelaria francesa

image.jpg

 

Saio de casa, rumo ao bulício da cidade. O Amoreiras Plaza espera-me. Ali, onde Lisboa mora, há um espaço renovado: o Kaiser (E. Kaiser, o artisan Boulanger), uma pastelaria francesa. Um espaço mais amplo, com mais pessoas, mais agitação, mas o ambiente acolhedor de sempre. Um sítio bonito para "beber um café comigo mesma" ou para trabalhar. Gosto de estar na esplanada! Sinto-me acompanhada, mesmo estando sozinha. Os clientes (habituais) continuam fiéis. Vejo as mesmas caras, os mesmos "quadros emocionais": o "professor de Francês", "o menino e a explicadora", os "meninos do liceu francês", os "executivos apressados", o "leitor do jornal"... De todos, "o menino e a explicadora" é aquele cuja presença me causa uma ternura imensa. Um quadro vivo, cujas "nuances" me reportam para laços familiares muitos especiais. Gosto do que vejo, e fico feliz quando constato que ensinar (ainda) é uma forma de dar e receber afetos. No ambiente do Kaiser Amoreiras sinto a Lisboa dos nossos dias: cosmopolita, agitada, impessoal, moderna e irreverente.

image.jpg

 

image.jpg

 

Viagem

Se porventura partires, leva-me contigo nesse mar que te acolhe. Um mar da cor do céu, onde a esperança vive e o sonho mergulha. E quando a noite cair, abraça o horizonte e beija-me a mão que te estendo. Não penses, não digas nada, deixa-te levar rumo ao jardim dos sentidos. E nesse recanto, que é só teu, senta-te e escuta a voz do coração: se o ouvires chorar, não receies, aceita o sinal e prossegue a tua viagem. Se o ouvires cantar, é sinal que fizemos da noite dia e das estrelas sorrisos. Então, fica mais um pouco e vive cada instante como sendo único.

No coração do inferno

No chão, coberto de cinzas, jazem almas indefesas. As manchas de vermelho alaranjado transformam o ar num braseiro e da noite se fez dia. Um dia de terror. Enquanto o Homem luta no cenário desolador, esquecemos a Mãe Natureza e os atos e não atos cometidos. Estarão os deuses zangados? Perguntam alguns. Não, dizem outros. Os deuses estão impotentes perante o cenário de morte e desolação. Mais do que cinzas e escombros há Dor. Muita Dor. Pais que sofrem, filhos que clamam, corações que choram e gritam na hora da partida... Por mais que se fale, por mais que se escreva, por mais que se tente, nada conseguirá dissipar a Dor e o Sofrimento de quem esteve no centro da tragédia, no coração do inferno.

Parabéns Afonso

image.jpg

 

O tempo avançava na tarde soalheira ao ritmo de sempre. As tarefas do final das aulas não davam tréguas. Ao cansaço da época, juntavam-se o nervosismo e a expetativa da tua Chegada. O tempo, a contrário do habitual, não fluía, antes parava a cada segundo, tornando infindável a Espera. Quando finalmente o telefone tocou, o meu coração saltou do peito e do outro lado, uma voz emocionada: "É lindo!". Esta expressão do teu pai marcaria o início daquela que considero ser a mais bela e marcante etapa da minha vida: ser avó. Um Amor e uma Ternura infinitos apoderaram-se do meu Ser, naquele instante. Desde aí, o tempo passou rápido, e sem darmos conta, seis anos se passaram. Hoje, és um Bom menino. Simpático, Meigo e Amigo de todos aqueles com quem te relacionas. Transportas na alma a Bondade e o Amor pelo próximo. Disso não duvido. Apesar da tua idade, já destes provas do potencial humanitário que há em Ti. Parabéns Meu Príncipe "Maior".

"Jardim dos Sonhos"

image.jpg

 

Avanço com um sorriso de Esperança rumo ao Jardim dos Sonhos. Num recanto de alma contida, planto sementes de Alento e rebentos de Confiança. Vou regá-los e alimentá-los para que germinem. Enquanto aguardo que a Vida cumpra o seu papel, avanço tranquilamente. Neste intervalo de metamorfose, paro, escuto a Razão e dou a mão ao Sonho. Caminhando no silêncio do tempo, sem pressa nem julgamentos, vamos saudando a Memória e abraçando a Saudade... E se um dia as plantas florirem, irei colher rosas de Paz e inalar o aroma doce da Paixão.

Estado de(a) alma

Quando o pensamento decide descansar um pouco, as lembranças acompanham-no, dando lugar a um estado de descontração único. Hoje, é um dia desses. Sinto a alma sossegada e a mente adormecida. Sinto-me em paz. Não é um estado que se deseje e se tenha no imediato, é um estado aprendido, treinado. Assim, respirando o ar fresco da manhã, bebo um café e deixo os acontecimentos mundanos lá "fora". Neste "recanto", onde só entra quem eu quiser, sinto a tranquilidade invadir-me.

Sorria...

... porque um sorriso proporciona bem-estar. Aprender a sorrir é, também, uma forma de curar a mente e o corpo. Uma cura que, por vezes, pode não ser tarefa fácil, mas está, seguramente, ao alcance de todos. Pode dizer-se que constitui um mecanismo de autocura (e de autoconhecimento), que não carece de estratégias complexas, mas apenas do uso da vontade e do pensamento positivo. Porque o pensamento pode dominar a mente e esta, por sua vez, condiciona o nosso estado físico e emocional, aprender a equilibrar o nosso humor através de um sorriso ( e de outras práticas - ioga, meditação, etc...) constitui uma forma simples para alcançar a felicidade. No entanto, se, apesar de tudo, a dificuldade em sorrir permanecer, aproveite o sorriso de uma criança para sorrir também, pois o mais belo Sorriso será sempre o das crianças. Porque é genuíno e espontâneo. Um ato de Amor que transporta Paz e Felicidade, que agita os sentidos e acalma as tempestades emocionais. Uma lufada de ar na alma contida dos afetos, um arco-íris no firmamento emocional. Que todas as crianças possam sorrir, livre e alegremente, despojadas do medo, da violência, da fome, da doença... E que nós, adultos, possamos espelhar-nos nesse Sorriso para tornar mais feliz a nossa existência.

A menina e o mar

image.jpg

No ar um bando de gaivotas orquestra melodias em círculo, o sol beija-lhe a pele e a brisa refresca-lhe o rosto húmido dos dias. Tem a alma contida numa nuvem de sonhos, no peito uma mão cheia de afetos, mas continua Ela mesma: a menina de sorriso fácil e olhar profundo. Sempre que o tempo lhe permite é ali que regressa para contemplar o mar - seu companheiro de horas esquecidas. Repousa o corpo na areia morna da praia e o pensamento na cartilha da Vida. Constrói sonhos, aventuras, viagens... recosta-se na memória e deixa-se levar como folha caída. Voa, livre, sem rumo nem coordenadas, até onde o desejo a levar. Só ela mesma e o pensamento que a transporta para lá desse mar. Enquanto bebe o silêncio e a paz do momento, sente na boca o travo amargo da saudade, mas continua fiel a si mesma, olhando o mundo pelo filtro do perdão, do amor e do carinho. Não dá conta do tempo passar... No horizonte o sol faz-lhe adeus e sussurra-lhe ao ouvido uma canção de esperança: ama-te, renova-te, porque o amanhã não tarda e será breve e incerto.