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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Sorria...

... porque um sorriso proporciona bem-estar. Aprender a sorrir é, também, uma forma de curar a mente e o corpo. Uma cura que, por vezes, pode não ser tarefa fácil, mas está, seguramente, ao alcance de todos. Pode dizer-se que constitui um mecanismo de autocura (e de autoconhecimento), que não carece de estratégias complexas, mas apenas do uso da vontade e do pensamento positivo. Porque o pensamento pode dominar a mente e esta, por sua vez, condiciona o nosso estado físico e emocional, aprender a equilibrar o nosso humor através de um sorriso ( e de outras práticas - ioga, meditação, etc...) constitui uma forma simples para alcançar a felicidade. No entanto, se, apesar de tudo, a dificuldade em sorrir permanecer, aproveite o sorriso de uma criança para sorrir também, pois o mais belo Sorriso será sempre o das crianças. Porque é genuíno e espontâneo. Um ato de Amor que transporta Paz e Felicidade, que agita os sentidos e acalma as tempestades emocionais. Uma lufada de ar na alma contida dos afetos, um arco-íris no firmamento emocional. Que todas as crianças possam sorrir, livre e alegremente, despojadas do medo, da violência, da fome, da doença... E que nós, adultos, possamos espelhar-nos nesse Sorriso para tornar mais feliz a nossa existência.

A menina e o mar

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No ar um bando de gaivotas orquestra melodias em círculo, o sol beija-lhe a pele e a brisa refresca-lhe o rosto húmido dos dias. Tem a alma contida numa nuvem de sonhos, no peito uma mão cheia de afetos, mas continua Ela mesma: a menina de sorriso fácil e olhar profundo. Sempre que o tempo lhe permite é ali que regressa para contemplar o mar - seu companheiro de horas esquecidas. Repousa o corpo na areia morna da praia e o pensamento na cartilha da Vida. Constrói sonhos, aventuras, viagens... recosta-se na memória e deixa-se levar como folha caída. Voa, livre, sem rumo nem coordenadas, até onde o desejo a levar. Só ela mesma e o pensamento que a transporta para lá desse mar. Enquanto bebe o silêncio e a paz do momento, sente na boca o travo amargo da saudade, mas continua fiel a si mesma, olhando o mundo pelo filtro do perdão, do amor e do carinho. Não dá conta do tempo passar... No horizonte o sol faz-lhe adeus e sussurra-lhe ao ouvido uma canção de esperança: ama-te, renova-te, porque o amanhã não tarda e será breve e incerto.

“O caminho faz-se caminhando”

Às vezes caminhamos, outras vezes tropeçamos. Se há pedras no caminho, só temos que saber contorná-las e acreditar que há (sempre) um amanhã melhor. Acreditar é sonhar. Porque sem Sonho a Vida não existe, existe sobrevivência.

Enquanto caminho, medito. Leio o pensamento. Ler só por ler, sem julgar antecipadamente e/ou inutilmente. É assim que prefiro caminhar. Sem pressas, sem devaneios, sem rumo. Só eu e o tempo que o Tempo me dá. Caminhando e observando o mundo, sem juízos de valor. Desse modo estou bem comigo e com o universo. Num estado de energia plena e de bem-estar, sem pensar no passado e/ou projetar o futuro. Diria antes: estou Zen - um estado que me permite ” beber um café comigo mesma”.

 

Mar (de serenidade)

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Desembarco do pensamento

Antes da noite que o devaneia

Longe das águas e do vento

Gravo o nome na areia.

 

Na praia onde me acosto

Não há sombras não há gente

Só uma lua de agosto

Tem magia certamente.

 

Durante a noite encantada

Só o pássaro gorjeia

E na enseada protegida da nortada

Avisto malícia no olhar da Cassiopeia.

 

Sinto o corpo estremecer

E a mente em tranquilidade

O coração a bater

Num mar de serenidade.

 

 

Estrela da tarde

Procuro-te na luz do crepúsculo
Nos recantos do pensamento
Não te vejo não te toco não te encontro no firmamento.

 

Onde andas estrela de mil cores
Sol do meu encantamento?

 

Choram-me os olhos quando te vejo
Tremem-me os braços quando te alcanço
Vacilante no ensejo
Mas ditosa no olhar.