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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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A "hora do chá"

 Com a chegada da estação fria, o chá passa a ser uma constante na minha vida. Bebericar um chá - acompanhado de uma fatia de bolo caseiro: pão-de-ló ou bolo de maça - num ambiente bonito e acolhedor é um ritual que prezo e que aprecio bastante – sobretudo – no outono e inverno. Manias. Dirão alguns.

 Talvez por isso, os salões e casas de chá tenham (para mim) a importância que têm e “colecionar” bules seja uma paixão.

 Apesar do hábito de beber chá – como o famoso “chá das cinco” – ter sido introduzido em Inglaterra pelas mãos de uma portuguesa (Catarina de Bragança, filha de D. João IV que casou com Carlos II de Inglaterra no séc. XVII), em Portugal a cultura do chá não está fortemente enraizada como naquele país (ou outro). No entanto, com as naturais alterações dos hábitos sociais, os apreciadores de chá aumentaram e, logicamente, aumentou o número de “casas de chá” (e outros espaços afins).

 Foi em França - nomeadamente em Estrasburgo e Paris - que encontrei dos mais aconchegantes e requintados salões de chá. Locais onde apetece estar e ficar por tempo indeterminado… sem pressas e com tempo para saborear o passar das horas em silêncio (ou não). Tempo para apreciar detalhes, pensar em Tudo e em Nada.

Sugestão: aqui bem perto (no Terreiro dos Valentes, em Beja) a empresa Maltesinhas – um misto de cafetaria e salão de chá - representa a dita “cultura”, como nenhum outro espaço similar, desde há dezanove anos. Dos chás caseiros aos bolinhos conventuais, passando pelos famosos pastéis de nata, tudo ali é confecionado a “quatro mãos” (como refere o Sr. Mário, co-proprietário). Simples no que à decoração diz respeito, mas confortável o suficiente, é, todavia, um dos melhores espaços da cidade para manter o hábito.

 

 

 

 

 

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