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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

A propósito de Virtudes… (e desvirtudes)

Há pessoas com as quais apetece (mesmo) privar. Detentoras de uma simpatia e humildade incomuns cativam, facilmente, todos com quem se cruzam. Sempre admirei pessoas assim! Acredito que a educação e a cultura familiar tenham condicionado - fortemente - esta forma de estar (e de aceitação do Outro).

Numa sociedade em mudança constante, as virtudes humanas escasseiam cada vez mais. E, as que restam são colocadas à prova (constantemente). De que servem: a instrução e os graus académicos, a riqueza e o património, sem a dose certa de humildade? Sem “a virtude das virtudes” não conseguimos atrair à nossa esfera individual, pessoas simples no trato mas ricas no Ser e no Estar.

Aflige-me (cada vez mais) a arrogância e a indiferença humanas. E, mais ainda, se a tudo isso adicionarmos uma dose significativa de vaidade e pedantismo. Já dizia Miguel de Cervantes: “A humildade é a base e o fundamento de todas as virtudes e sem ela não há nenhuma que o seja.”

Felizmente, tenho no meu círculo de amizades, pessoas humildes e bem formadas. Pessoas com coração grande. Pessoas resolvidas e de bem com a vida. Mas, também é verdade, já me cruzei com a maldade e a arrogância doentias. Patologias estruturais (como lhe chamo).

Tudo veio (hoje) a propósito do atendimento (e acolhimento) que sempre tive no consultório da minha Ortodontista: uma Senhora, na verdadeira aceção da palavra, que alia o seu talento e profissionalismo a uma dose de simpatia e humildade fora do comum. Obrigada (para sempre) Doutora Sónia Alves.