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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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A propósito dos Maias... (e do seu famoso capítulo VIII)

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 Já li “Os Maias” pelo menos três vezes. Em qualquer uma das vezes, o entusiasmo e a motivação foram os mesmos. Ontem, voltei a relembrar a magnífica obra de Eça de Queirós durante uma visita de estudo a Sintra (com alunos do Ensino Secundário).

 Para além de outros objetivos, a visita - inserida no âmbito dos chamados "roteiros queirosianos" -  pretendia recriar o passeio dos personagens “Carlos” e “Cruges” pela vila antiga - conforme descrito no capítulo VIII daquela obra literária.

 Se Eça descreve magistralmente Sintra naquele capítulo, o guia João Rocha (da CMS) - que nos acompanhou ao longo da famosa estrada Colares-Sintra – conseguiu descrever, detalhadamente - de forma cativante e envolvente -, o passeio de “Carlos”, enquanto este procurava a “misteriosa dama do Hotel Central”.

 Depois de uma introdução à obra supra citada (no salão da Assembleia Municipal) partimos para o largo fronteiriço ao Palácio da Vila. Ali se recordou a descrição do escritor acerca do emblemático edifício - com destaque para as altas chaminés e janelas manuelinas.

 Seguindo os personagens (e as descrições do escritor), a paragem junto ao Lawrence Hotel impôs-se. Para além de ser o hotel onde “Carlos” - num primeiro momento - pretende hospedar-se, era o hotel da preferência de Lord Byron nos princípios do séc. XIX – e segundo consta um dos mais antigos hotéis do mundo.

 O frio que se fazia sentir (e a ameaça da chuva) não confiscou o entusiasmo ao grupo de ouvintes. E, tal como previsto, a visita prosseguiu – estrada de Sintra acima – até ao Palácio de Seteais.

 A forma eloquente e satírica (quase sempre) como o guia recriou o referido “passeio” merece uma palavra de apreço e reconhecimento. Obrigada pela excelente “aula” que nos proporcionou. Valeu a pena a visita!

 Para além de motivador (para os alunos), o dito percurso queirosiano proporcionou (re)visitar a sempre bela e histórica vila. A “fresca e verde Sintra” como lhe chamava a burguesia lisboeta do século XIX - dado ser ali que se refugiava no verão, fugindo, desse modo, do cosmopolitismo da capital.

Recomenda-se: o “passeio” e a visita à sempre bela e única Sintra.

 

NOTA: a propósito de Sintra e para quem não leu (ainda) recomendo o post que escrevi sobre a Quinta da Regaleira intitulado: A (mágica) Quinta da Regaleira.

http://escritaaoluar.blogs.sapo.pt/a-magica-quinta-da-regaleira-9059

 

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