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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Costume ou mania?

 Já me questionei (um cem número de vezes): que motivo leva alguns povos – nomeadamente os franceses - a construir casas de banho mistas? Será para poupar espaço? Poupar dinheiro? Ou será uma questão meramente cultural? Cultural, no mínimo, será. Se assim for, é uma ideia que não agrada a muita gente. Pessoalmente não me apraz estar dentro de um “cubículo” (com um ou dois metros quadrados) e com o nariz quase a tocar o urinol dos cavalheiros. Além de desagradável é pouco higiénico.

 Depois, é sempre constrangedor partilhar o espelho - enquanto retoco a maquilhagem -com dois ou três cavalheiros que me olham (nalguns casos) como se fosse extraterrestre.

A privacidade e o recato são necessários e exigem-se nos momentos mais íntimos.

 Mas pelos vistos não sou a única a ficar “com os olhos em bico” perante tal hábito. Certa vez - em Bordéus - enquanto aguardava na fila para o WC, um indivíduo de origem asiática procurava certificar-se se estaria no sítio certo. Procurou (exaustivamente) o símbolo indicador do género masculino e nada. Somente o símbolo “toilette” - inscrito numa placa, à direita da porta de acesso àquele compartimento - lhe dava a certeza de se encontrar no lugar exato. Resignado, entrou no minúsculo compartimento. À saída, ainda pouco convencido, repetiu a busca. E nada. Por fim, afastou-se - encolhendo os ombros – com ar atónito… talvez pensasse: “Será costume? Ou será mania?”