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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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De novo a serra

Hoje a escolha recai sobre Alvoco da Serra. Uma aldeia dos confins da Serra da Estrela, localizada na vertente sudoeste, na margem direita de rio Alvoco, a segunda aldeia mais alta (dizem) de Portugal continental.

A chegada anunciava-se tardia uma vez que na opção de percurso para acesso à dita houve alguns desvios na trajetória (e alguns enganos também) e paragens obrigatórias para apreciar a paisagem. Depois de umas quantas (muitas) curvas, eis a aldeia implantada numa encosta junto ao pequeno rio.

 

 

 Rio Alvoco

O casario no centro da aldeia é quase todo de granito. As ruelas (sobe e desce) são estreitas e lembram um labirinto que percorro com o entusiasmo de uma criança, tal é o fascínio da descoberta. A cada instante vislumbro um novo recanto, um qualquer pormenor nas pedras da aldeia.

Com a noite a chegar, a preocupação primeira foi saber se havia um restaurante para jantar. A pacatez do local deixou-me tranquila e em simultâneo expectante. Onde comer? Pergunto. Na pequena mercearia da aldeia informam que só há um restaurante, onde apenas se servem refeições por encomenda. Preocupação acrescida dado o adiantado da hora. Esqueço o jantar e dirigo-me à Casa da Ribeira, o turismo de habitação que me acolheu na aldeia tipicamente serrana e cuja estadia permanecerá para sempre na minha memória. Acolhedora a receção (e a casa). Da janela observo o rio e a ponte romana. A imagem lembra-me um quadro de um qualquer pintor impressionista. Há luz e movimento nesse quadro. E ao mesmo tempo, silêncio e paz. O que procurava na altura.

O jantar acabou “volante” na esplanada do alojamento, junto ao rio Alvoco.

 

 

Rua de Alvoco da Serra

 

 

Casa da Ribeira

 

Voltei um ano depois (em outubro) para um almoço da “confraria do cabrito”, como lhe chama o amigo Adilar. Sensações diferentes. Momentos diferentes.

Seja, quando for, recomendo esta visita.

Sugestão: a entrada na serra  pelo lado de  Seia, em direção a Loriga, julgo ser o acesso mais fácil e mais rápido à aldeia.