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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Demasiada informação...

Como diz P. Curtis (atual diretora do museu Gulbenkian): “Há demasiada informação no mundo, tanta coisa para ler, tantas imagens nos ecrãs (…)” que, investir na observação e no olhar verdadeiramente se torna cada vez mais difícil. Ou conseguimos filtrar a “informação” disponível ou nos perdemos no oceano da informação atual. Se tenho à disposição um livro: gosto de o ler com tempo. Disfrutar a obra. É esse usufruto do conhecimento, da arte e da cultura que nos nossos dias se torna cada vez mais raro. Além disso, estamos condicionados pelos preconceitos que fomos adquirindo ao longo da vida, o que torna tudo mais difícil. A leitura sensorial é uma arte, não acessível a todos. A quantidade de imagens que o nosso cérebro tem para absorver, não lhe permite olhar convenientemente para todas elas. Distraímo-nos, frequentemente, com tantos dados. E, nalguns casos, ficamos ansiosos por não conseguirmos usufruir da “informação” que temos ao dispor.

Ao domingo, por exemplo, enquanto bebo café, deparo-me com o dilema: leio o jornal? Leio as notas de rodapé do noticiário da TV? “Bisbilhoteio” no Facebook? Folheio a revista da mesa ao lado? Esta quantidade de “informação” disponível gera, quase sempre, comportamentos de cariz ansioso. Contrariar esta tendência, carece de disciplina e tempo. Filtrar a “notícia” é uma aprendizagem, que ajuda imenso. E se o objetivo é relaxar, então, ler um livro será a melhor opção: um livro é o companheiro ideal para viajar nas palavras… e sonhar, quiçá, com cenários inimagináveis.

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