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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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Entomofagia: a alimentação do futuro!?

 Já pensou o que seria uma refeição à base de insetos? Uma refeição entomófaga, melhor dizendo. Sim, leu bem. Este género de alimentação é recente - pelo menos entre nós, os europeus. Uma questão de hábito, ou melhor, uma questão cultural. 

 De qualquer modo, e segundo notícias recentes, “cerca de 2 mil milhões de pessoas consomem insetos diariamente.” Além disso, “a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) incentiva ao aumento do consumo deste alimento invulgar.”[1]

 Se considerarmos alguns insetos – os herbívoros, por exemplo – é de supor que os mesmos sejam um alimento altamente nutritivo e saudável. Isto, naturalmente, de acordo com alguns dos princípios de alimentação e nutrição.

Efetivamente, tratando-se de seres vivos, mais não são do que um complexo conjunto de biomoléculas - proteínas, lípidos, glúcidos, vitaminas e sais minerais – à semelhança de outros, dos quais nos alimentamos.

 Se me perguntam: intenta comer? Sinceramente, não sei! Atendendo à forma anatómica de alguns, e tendo em atenção que o nosso cérebro é fortemente influenciável pelas imagens que capta, sendo forçada a comer, provavelmente, sentir-me-ia mais confortável a comer gafanhotos, do que a comer larvas de um inseto qualquer. Aliás, e como referem os entendidos na matéria, “os insetos para consumo humano “têm que ser produzidos por especialistas na área” e devidamente tratados de modo a tornar o seu aspeto "mais apelativo".

 Seja como for, qualquer dia a moda pega e nós estamos a comer, quiçá, paté de lagarta ou gafanhotos de escabeche.

 

 

 

[1]  In Silva, F. B. (junho de 2015) A proteína do futuro. SV, p. 200.