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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Já não há pachorra!

 

 Ligo o rádio pela manhã, bem cedinho, e as notícias são sempre as mesmas: “instaurado processo de inquérito para averiguar situação do banco K (...)”, “entidade reguladora W vai analisar caso de (…)”, “inspetor X vai ser sujeito a inquérito (…)”, “fugiu ao fisco no ano Y (…)”, “comissão parlamentar vai analisar o desvio de milhões para empresa Z (…)”, etc. ,etc. Afinal vivemos em Portugal ou num país inventado?

 Qualquer cidadão, por mais distraído que ande, não consegue alhear-se do caldeirão de dúvidas e de casos dúbios que fervilha no mundo político e financeiro. A cada dia que passa, a mixórdia aumenta e acentua-se o fosso entre os “grandes” da política e do mundo financeiro e os “parentes pobres” do mesmo - os trabalhadores.

 Esquecendo (por instantes) os bombardeamentos da política pouco transparente, eis a realidade de um “parente pobre” : não tem cartão de crédito e/ou débito, para pagar almoços aos seus homólogos; não dispõe de carro de serviço e (frequentemente) de motorista; não usufrui de quaisquer mordomias e/ou regalias, a não ser o magro vencimento a que tem direito (por enquanto); não tem telemóvel nem plafond para a fatura do mesmo; não tem isto, não dispõe daquilo…

 De facto, quando olhamos para a Administração Pública (e seus funcionários) as diferenças saltam à vista: no salário, no horário, nas regalias, até no grau de responsabilidade social, entre outras discrepâncias.

 É esta realidade e este fosso que revoltam e contribuem (cada vez mais) para o descrédito e ceticismo instalado. Até quando?