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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Na cidade dos moliceiros

Adiei durante algum tempo (vários anos) a minha ida à cidade de Aveiro. Ou porque outras saídas mais aliciantes (julgava eu) surgiam, ou porque, simplesmente, nada despoletou essa visita mil vezes adiada.

Recentemente, a família Dias, queridos amigos, permitiu-me conhecer a magnífica cidade dos moliceiros (e arredores).

 

Aveiro (canal)
Não é fácil descrever, aqui, em poucas linhas, uma cidade tão agitada socialmente e tão rica a vários níveis. Por mais objetiva que tente ser, correrei sempre o risco de ser redutora nas descrições.
Arte Urbana

A cidade surpreende a cada avenida, a cada rua, a cada praça. Quer pelo património arquitetónico, quer pela “arte de rua”. São inúmeras as esculturas dispersas pela cidade. Os edifícios com fachadas “Arte Nova” transformam a cidade num autêntico museu aberto. Uma dessas casas, hoje transformada em salão de chá (Casa de Chá Arte Nova), é um espaço multifacetado, que recomendo conhecer. Durante o dia, serve-se chá acompanhado de um qualquer bolo regional (num ambiente intimista). À noite, o espaço transforma-se. O ambiente, calmo e relaxante de uma casa de chá dá lugar a um bar animado e com música… depois, uma bebida e uma boa conversa fazem o resto.  

 

 

Detalhes de uma casa (Aveiro)

 

 

Casa (Arte Nova)

 

Voltando à visita… depois de um almoço onde as delícias gastronómicas da região fizeram as “honras da casa” (entre as quais uma deliciosa “caldeirada de enguias à moda de Aveiro” foi tempo de rumar até à Praia da Costa Nova. Apesar de ser um local (quase sempre) ventoso, vale a pena para conhecer os “palheiros”, as típicas casas pintadas com listas verticais de cores vivas e alegres. Fazem-me lembrar outras paragens, outros cenários… se calhar do meu imaginário (ou não)! Apeteceu-me entrar em cada uma...

 

"Palheiros" na Praia da Costa Nova
A tarde (longa), permitiu uma visita rápida ao museu da Vista Alegre (em Ílhavo) e a passagem pela loja anexa para comprar umas “pechinchas” (atendendo à marca). Seguiu-se uma viagem rápida, de carro, pelos locais mais emblemáticos da cidade de Aveiro (uma espécie de reconhecimento geral), terminando com a visita a uma salina Ecomuseu.

 

 

Salina

 

No dia seguinte foi a vez de visitar o museu de Aveiro, também conhecido por museu de Santa Joana (“a princesa que não quis ser princesa”), um museu de História e de Arte, instalado num antigo convento do séc. XVI. Um espaço onde o conhecimento e a história se cruzam em cada espaço da exposição. Uma visita obrigatória para quem (como eu) gosta de conhecer e compreender a história dos locais que visita.

 

Quadro do Museu (Princesa Joana)

E a tarde não podia terminar da melhor forma: um passeio pelos canais da cidade num moliceiro…  uma das ofertas turísticas da cidade que apelidaram de “Veneza portuguesa”. Não diria tanto! Mas que há vida e dinâmica cultural em Aveiro, isso há.

 

 

Detalhe da proa de um moliceiro

 

 

Antiga Fábrica Jerónimo P. Campos (Atual Centro Cultural e de Congressos de Aveiro)