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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Na margem do rio (Minho)

Apesar do tempo (invernoso) muito ao jeito do mês em questão (fevereiro) aceitei de imediato o convite para ir até à bonita vila de Caminha. Descrito como um "mosaico de paisagens", o concelho de Caminha tem como limites geográficos outras não menos bonitas vilas deste país (Vila Nova de Cerveira e Ponte de Lima). Era a primeira vez que visitava aquela vila. Confesso que senti alguma curiosidade em desvendar os segredos do município gerido pela minha amiga Júlia (a presidente da câmara de então).

 

Rio Minho (junto a Caminha)

 

A chuva miudinha e alguma neblina nos arredores da cidade, embora pouco apetecíveis, não interferiram com o entusiasmo sentido à chegada. Era tudo novo. O hotel (Design & Wine), muito recente, tinha a decoração e o conforto desejados. Qual menina empolgada corri para a grande janela do quarto debruçada sobre a praça e apreciei a vista. Quase deserta, àquela hora, apenas um carrocel, iluminado, pintava de mil cores a grande praça cinzenta. Parecia triste (mas não era)!

Praça Conselheiro Silva Torres

 

Saí do hotel. Calcorreei ruas empedradas, visitei becos e muralhas, vislumbrei cidades (longínquas).
O cinzento do dia logo se dissipou e a noite, trazendo consigo o silêncio e a calma, avançou. Continuei caminhando na noite (enquanto procurava um restaurante)... Apreciei janelas iluminadas, imaginei famílias no conforto dos seus lares. Senti paz e tranquilidade. Respirei a brisa fresca do rio.
Na manhã seguinte, aproveitei a nesga de sol, tímido, e caminhei na margem do rio Minho. Ao longe avistei serras e montes. Como a serra D'Arga, (um importante ecossistema natural que faz parte da rede Natura 2000), que ocupa um lugar de destaque no património local.
Ficou uma vontade enorme de voltar (com mais tempo) e usufruir dos recursos disponíveis.
Assim aconteceu dois anos depois, em pleno verão.
A paisagem bucólica do inverno deu lugar a um quadro multicores. Recordo o fim de tarde na praia de Moledo. A leve brisa (típica) que se fazia sentir beijava-me o rosto e eu (em espírito) voei sobre o mar para terras distantes... O corpo, esse, deitado na areia (ainda) quente deixou-se levar (também)...
Foram estes momentos que guardei na memória. Marcantes e únicos.

 

 

 

Hotel Design & Wine (Caminha)

 

 

 

 Vista da Praça (a partir da janela do Hotel Design & Wine)

 

 

Praça Conselheiro Silva Torres (à noite, no verão)

 

Escultura (junto ao passeio ribeirinho)

 

 

 

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