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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Pelas ruelas de Monchique...

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 Um dia de sol preguiçoso. De vez em quando uma pequena nuvem dissipa a luz, que inunda de brilho a serra, mas nada apaga a tranquilidade que sinto, durante a travessia dos cumes e vales.

 Depois de uma paragem (junto a Alferce), para almoçar, prossigo viagem. Pouco tempo depois, lá em baixo, no silêncio do vale, a pequena vila de Monchique acolhe-me na tarde calma. Gosto da paz nas ruas e do verde das hortas junto ao casario. Dois mundos distintos em comunhão: o urbano e o rural.

 Calcorreio as ruelas estreitas do centro histórico e recrio mentalmente a história local… nada se compara ao passado, vivo e agitado, pleno de Vida. Hoje, em cada fachada, em cada janela fechada, as ausências forçadas (ou não) impõem-se. Há uma surdez social que me afeta. É bom e é mau, o que sinto: por um lado o sossego, por outro a nostalgia provocada pela desertificação humana evidente; um lastro de solidão da cultura diluída no tempo…

 

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Recomponho-me (das emoções) e sigo em direção às hortas circundantes.

 Recurvado sobre a terra, um idoso vai lançando pequenas sementes nos sulcos escavados pela enxada,  vagarosamente, com todo o tempo que o tempo lhe dá. Um quadro (sempre) atual do Amor à Terra (e aos seus frutos), que tanto aprecio. Debruçada, sobre o velho muro de pedra que ladeia a horta, ali permaneço durante algum tempo… a imagem, bucólica, transporta-me para outros quadros retidos na memória.

 Um pouco mais abaixo, na praça central da vila, a estatuária de rua retém-me por breves instantes. Depois de apreciar a interessante homenagem a um médico reconhecido, caminho mais um pouco até à paragem seguinte: uma loja de produtos tradicionais. Ali me detenho provando mel e a famosa melosa – bebida à base de aguardente de medronho, mel e canela. Gulosa, diria antes! Saio com mais uns frascos de mel (que muito aprecio) e uma garrafa de licor de limão (delicioso).

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 A luz ténue do anoitecer recorda-me que são horas de recolher ao hotel, antes de voltar a sair para o jantar (atempadamente reservado) no restaurante A Charrete.

 

Nota: o restaurante “A Charrete”, em pleno centro histórico da vila de Monchique, tem à disposição dos clientes um cardápio rico e variado e uma sala de refeições acolhedora e decorada a preceito, com objetos antigos, como se de uma velha mercearia se tratasse. O atendimento simpático e atencioso e os pratos (tradicionais e não só) à disposição, tornam-no uma referência na vila. Recomendável para quem visite a zona.

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