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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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(No) Pulo do Lobo

Quantas de nós já pensaram: quero ser princesa! Muitas (suponho). Mas nenhuma, certamente, gostaria de ter sido a princesa da lenda do Pulo do Lobo. No final (infeliz) a jovem princesa desaparece para sempre com o seu amado nas águas revoltas da cascata fluvial. A lenda associada ao Pulo do Lobo tem várias versões mas esta é a mais frequente e aquela que mais me fascina.

Aquele que já foi cenário de contos e narrativas, palco de celebridades e de lendas de encantar é um dos lugares mais emblemáticos do Parque Natural do Vale do Guadiana. Naquele sítio o leito de estiagem do rio é estreito, reduzido e confinado a uma cascata de mais de 20 metros de altura.

 

 Acesso à "cascata fluvial"

 

Em termos geológicos o local faz parte da chamada Formação do Pulo do Lobo uma das mais antigas formações geológicas da Zona Sul Portuguesa, dominada por filitos e quartzitos (as rochas predominantes). Logo depois da “cascata fluvial” o rio forma um pego largo e “quase circular” e um segundo vale, mais estreito e mais profundo, conhecido por “Corredoura”.

As margens, altas e pedregosas, tornaram em tempos o local menos acessível. Hoje, a acessibilidade pela margem direita é simples e fácil. Quem pretende ir até junto da cascata deverá fazê-lo por esta via, passando pelas aldeias de Corte Gafo e Amendoeira da Serra.

 

 A "cascata fluvial"

  

O Pulo do Lobo é um daqueles locais onde a natureza nos surpreende. Para uma amante da Geologia (como eu) estar a ali a ler o livro da história da Terra é sempre um acontecimento marcante. Momentos que nos conduzem à origem e evolução do nosso planeta.

Para além da contemplação da paisagem gosto de ouvir o marulhar da água, ler os segredos do tempo marcados nas rochas. Há muito para aprender ali. Conhecer e compreender para além da simples observação.

 

 

 Pego largo e “quase circular” (a seguir à queda de água)

A "Corredoura"

 

 

Vale a pena visitar (em família, com amigos, com alunos, sozinho…).

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