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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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O (des)acordo ortográfico

 Nem sempre a imaginação (e a criatividade) estão do nosso lado! Logo hoje – Dia Internacional da Língua Portuguesa -, dia que me apetecia comemorar, com um texto mais apelativo e envolvente. Ainda assim, aventuro-me no mundo das letras e deambulo por esta língua românica, com origem no latim.

 Atualmente, o Português é língua oficial em nove países e conta com um total de 273 milhões de falantes. Embora disseminada pelos “quatro cantos do mundo”, a Língua Portuguesa está “em crise”.

 Desde o século XVIII (início do Português Moderno) até à atualidade, as profundas alterações/inovações tecnológicas fizeram avançar o conhecimento científico e repercutiram-se, também, na nossa Língua. Daí a forte influência, no Português, das várias culturas europeias, nomeadamente, o enriquecimento “com empréstimos do Francês (táxi, chofer, hotel, boné), do Italiano (piano, sonata), ou do Inglês (líder, pudim, repórter, stresse), não deixando, embora, de continuar a recorrer ao Grego e ao Latim (automóvel, televisão, vídeo)[1].”

 Depois de várias reformas ortográficas (em 1911, 1945 e 1971) eis-nos confrontados com as regras (e as dúvidas) do “novo acordo ortográfico de 1986”. Sim, porque isto de “novas regras é sempre de temer. Cometer “erros ortográficos” deixou de ser apanágio dos menos letrados para fazer parte da existência de todos nós, habituados, há décadas, a escrever de acordo com determinados preceitos linguísticos. Agora, com frequência, ouvimos dizer: “escreve-se com hífen ou sem hífen?”, “com c antes do t, ou sem c?”

 Felizmente, os computadores estão “em alerta” constante, através dos chamados conversores do acordo ortográfico, para corrigir, automaticamente, os erros que (ainda) vamos cometendo. Caso contrário, estaríamos a dar erros imperdoáveis a qualquer letrado - o que é lamentável. Queiramos ou não, concordemos ou não, a entrada em vigor do novo acordo está aí e como se diz na gíria jurídica: “ninguém pode alegar o desconhecimento da lei”.

 

Nota: embora escreva em concordância com o "Novo Acordo Ortográfico", discordo de algumas alterações introduzidas. Como disse um escritor conhecido: “hipotecaram a Língua Portuguesa”. E nós deixámos! Digo eu.

 

 

[1] Cardeira, E. (2006). O Essencial sobre a Língua Portuguesa. Lisboa: Caminho.

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