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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

O “inverno” do meu contentamento

Era verão. O calor abrasador que se fazia sentir no Alentejo tornou, ainda, mais difícil a travessia da planície. No pequeno automóvel, sem ar condicionado, a viagem foi uma verdadeira tormenta. Apesar disso, a vontade de conhecer um local diferente e o desejo de usufruir daquelas mini férias tornaram o “insuportável” numa aventura plena de prazer. Apenas a pequena Carlota, incomodada, do alto da sua cadeirinha perguntou após quatro horas de viagem (quase ininterrupta): “Já andámos tantos metros pra quê?” Face à curiosidade da criança e perante o cansaço geral nada melhor que uma gargalhada saudável…

Engana aqui, vira acolá, será por aqui (ou não)… estas e outras dúvidas semelhantes foram motivando o atraso daquela que se tornou uma viagem marcante na vida de quatro mulheres.

Quase seis horas da tarde. É chegada a hora de entrar na pequena vila: a Ericeira. Desde logo o “nevoeiro” em pleno mês de agosto não deixou margem para dúvidas. Era ali, com toda a certeza, que se situava a pequena vila dos famosos “Ouriços” (bolinhos típicos). E de outros, não menos bons.

 

 

 

Ericeira (vista parcial a partir do hotel Vilá Galé)

 

A sensação à chegada (devido ao tempo) foi a de estar noutro sítio em pleno outono ou inverno. A necessidade do aconchego do algodão da roupa, do quentinho do café, de um bolo… foram sensações marcantes na chegada.

Foi prazer (e conforto) na degustação daquele lanche na pastelaria, o que senti! Havia qualquer coisa diferente ali. Sentia-se o culto do café. As pessoas felizes nas suas “tertúlias” de fim de tarde transmitiam tranquilidade. Ali não havia pressas, correrias, filas… era um verão diferente. Um verão que imaginei muitas vezes!

 

 

 

Vista da praia da Baleia (a partir do hotel Vila Galé)

 

Voltei novamente no verão seguinte… e voltarei sempre que puder. Na Ericeira o mar tem mais força, é mais frio, mas a calma e a paz que transmite é inigualável. Ali paro no tempo! E depois, depois posso sempre comer o melhor “arroz de cabeça de garoupa com amêijoas” que comi nos últimos tempos. Os restaurantes e pastelarias são abundantes, ou não estivéssemos numa zona do litoral. Posso, ainda, acabar as tardes na praia de Ribeira D’Ilhas ou na Praia de s. Lourenço ou ainda, se me apetecer, dar um salto ao SPA do Hotel Vila Galé e disfrutar de uma massagem com pedras quentes e óleos aromáticos… divinal.

Depois a noite chega e com ela a animação das noites típicas de verão. Esplanadas, passeios na marginal… conversa, muita conversa e (porque não) um pezinho de dança na discoteca Ouriço.

 

 

 

Vista a partir da praia da Baleia

 

 

 

Ericeira (vista parcial da piscina do hotel Vilá Galé)

 

 

Nota: o ”inverno” da chegada deu lugar a quatro magníficos dias de sol (sorte!).

 

 

 

 

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