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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Sete dias à descoberta...

 

1º dia: BejaÁvila (577 km); itinerário: BejaÉvoraElvasBadajozCáceres PlasenciaÁvila.

 

Partida em direção à fronteira Elvas – Badajoz; em pouco menos de duas horas (de carro) estou na “vila do aqueduto” património da humanidade – Elvas. Cantarolando: “Ó Elvas, Ó Elvas… Badajoz à vista (…)” entro no país vizinho. A partir dali sinto-me uma verdadeira turista. A sensação da descoberta constante começa ali. Mais perto de Cáceres: paragem para almoço. Para não perder muito tempo, opto por um daqueles restaurantes da beira da estrada. Muito frequentado mas, ainda assim, com um serviço rápido e uma excelente relação qualidade/preço. A viagem continuou em direção a Ávila, a cidade destino. Pelo meio as paragens obrigatórias: abastecimento de combustível, café, água fresca e a ida à “casinha”. Por vezes, quando a paisagem deslumbra pela beleza, uma foto impõe a paragem. Como aconteceu no Vale de Jerte (o vale das cerejeiras) no sítio de Tornavacas.

 

Vale de Jerte (sítio de Tornavacas)

 

A chegada a Ávila aconteceu por volta das dezoito horas. Depois do habitual check in no hotel, um passeio de reconhecimento pelo centro histórico da cidade. O resto... está aqui!

 

2º dia: ÁvilaDonostia-San Sebastian (470 Km); itinerário: Ávila - SegoviaBurgosDonostia-San Sebastian.

 

A manhã, destinada a um passeio de tuk tuk pela mística Ávila, passou num ápice. Ao meio-dia local foi hora de partir em direção a Donostia-San Sebastian. Pelo meio, almoço perto de Segovia, na “Casa Felipe” (um restaurante com grelhados na brasa, que recomendo) e lanche em Burgos (com visita à catedral).

Chegada a Lasarte (por volta das dezassete horas), o local do alojamento, junto a Donostia-San Sebastian (vale a pena ficar alojado nos arredores de San Sebastian nesta altura - os preços são mais em conta).

No final da tarde: um passeio no “calçadão” de San Sebastian para ver o pôr-do-sol. A seguir, uma incursão no centro histórico, o centro da “movida” local.

Finalmente, um jantar de “tapas”, à base de peixe e marisco, fez jus à região e deixou-me maravilhada com a dinâmica noturna que por ali se vive.

 

Marginal de San Sebastian (em cima); igreja no centro histórico (em baixo)

 

3º dia: San Sebastian  - Bordeaux (236 Km); itinerário: Lasarte - Irun - St. Jean-de-LuzBiarritzBayonneBordeaux.

 

Uma viagem descontraída, com tempo, para apreciar a paisagem e fazer as paragens necessárias (e desejáveis). Manhã na praia e almoço em Biarritz (detalhes aqui).

 

Praia de Biarritz

 

Chegada a Bordeaux pelas dezoito horas, aproximadamente. Seguiu-se o ritual da praxe: banho para relaxar e jantar no centro histórico. Apesar do local ser muito frequentado, nesta época, vale a pena jantar por ali para perceber a dinâmica noturna da cidade.

A noite foi “curta” pois o corpo pedia descanso… Para trás ficavam cerca de mil e trezentos quilómetros de viagem.

 

4º dia: Bordeaux; estadia para conhecer um pouco da cidade do “vin rouge. Um dia pleno de visitas, muito intenso em termos de descoberta da cidade (detalhes aqui).

 

 Bordeaux

 

5º dia: Bordeaux– Villefranche de Lonchat (62,5 Km); itinerário: Bordeaux – Saint-ÉmilionVillefranche de Lonchat.

 

 Saint-Émilion

 

Partida bem cedinho em direção a Saint-Émilion, na coração das vinhas. Uma viagem curta de pouco mais de quarenta quilómetros. Um dia fantástico pleno de surpresas - sem qualquer dúvida um dos melhores dias desta semana maravilhosa (detalhes aqui).

 

O final do dia incluiu um momento inesquecível: preguiçar no frondoso jardim do Châteaux Puygrenier, o local eleito para alojamento. Muito bom. Um local onde se sente - e se vive em pleno - o espírito rural da região da Dordogne (detalhes aqui).

 

6º dia: Villefranche de Lonchat  – Pau (233 km; itinerário: Villefranche de Lonchat – Cadillac – Bazas – Pau.

 

Depois do pequeno almoço no Château Puygrenier , pouco mais de uma dezena de quilómetros após a saída, chego a Rauzan: uma pequena aldeia na região “Entre Deux Mers” (a região de excelência dos vinhos brancos, onde fiz uma incursão para espreitar o castelo medieval e visitar as caves Rauzan.

 

 

A viagem continuou até Cadillac. Aqui, almocei e visitei o Château de Cadillac, o monumento mais emblemático da pequena cidade.

 

 Château de Cadillac

 

A paragem seguinte: Bazas; o calor - húmido - que se fazia sentir, permitiu apenas visitar a catedral (e descansar um pouco no seu interior). Um espaço de meditação - e silêncio - muito agradável.

A chegada a Pau, sob uma chuva torrencial, aconteceu por volta das dezanove horas locais. A cidade (que mal conheci) pareceu-me ordenada e bem organizada. Interessante, achei.

Depois do habitual check in no hotel, o jantar acabaria por acontecer nas imediações – a conselho da rececionista - num restaurante marroquino. Muito bom.

 

7º dia: Pau – Toledo (681 km); itinerário: Pau – direção ZaragozaToledo.

 

O dia mais longo da viagem (em termos de distância), mas nem por isso menos interessante.

 

 Parque Nacional dos Pirenéus Atlânticos

 

A manhã, apesar de cinzenta, foi ganhando luz… Na hora de atravessar o Parque Nacional dos Pirenéus, o sol brilhava dando à natureza envolvente uma beleza especial. A paisagem - verdejante e montanhosa  - faz lembrar os Alpes suíços. A beleza daquele quadro natural fez-me recordar a série da “Heidi”. Imagine-se. Um cenário bucólico que enfeitiça o olhar…

Depois de atravessar o último túnel da fronteira Espanha-França (de 8 km) nos Pirenéus Atlânticos e entrar em terras espanholas, a paisagem altera-se por completo.

Para trás ficara uma região verdejante… com vida. Dali até Toledo, a paisagem - quase inóspita - revela agressividade e secura. Um mundo árido que me fez lembrar territórios árabes… Não apreciei - em particular - esta zona de Espanha.

Depois de quase seis horas de viagem: chegada a Toledo. Um passeio rápido pelo centro histórico para o reconhecimento inicial, seguido de um duche revigorante no hotel - antes do jantar. Na manhã seguinte: visita aos locais mais emblemáticos da cidade.

 

 Vista parcial de Toledo

 

8º dia: Toledo – Beja (545 Km); itinerário: ToledoMéridaBadajoz – Elvas – Évora – Beja.

 

O regresso: com passagem por Mérida (apenas para almoço).