Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Na "rota dos sabores" 17

 

129.JPG

 

 Comer na costa vicentina começa a ser viciante. O vasto leque de restaurantes de ótima qualidade é uma tentação para os apreciadores da boa comida. As hipóteses de cometer o pecado da gula são imensas. Dirijo-me, essencialmente, a todos aqueles que, como eu, se deliciam com um bom peixe grelhado e marisco fresco. Para não me repetir e mencionar as famosas cataplanas de peixe e marisco que por estas bandas são verdadeiros manjares dos deuses.

 Em Aljezur - um lugar onde o campo e a praia se cruzam, num ambiente tranquilo e descontraído - há referências gastronómicas dignas de registo. Sobre algumas já falei em tempos: o Gulli (na EN 120 – Sítio da Fonte de Sta. Susana, Aljezur) e O Paulo (na praia da Arrifana). Este ano, para além dos já mencionados, experimentei o Pont´A Pé (junto ao mercado de Aljezur). Um restaurante de referência, com um menu variado, e que cativa pelo ambiente descontraído, familiar e simpático.

 Uma opção que culminou num excelente jantar - que recomendo:

 De entrada, um “lingueirão á bolhão pato” que aguçou o apetite para o prato principal: “salmonetes grelhados” acompanhados de legumes e batata-doce cozidos. Para finalizar, um misto de sobremesas da casa: pudim de batata-doce, torta de batata-doce e delícia algarvia; uma bomba calórica irresistível.

 Por fim, uma cortesia da casa: um licor caseiro - que acompanhou o café.

 Depois de uma refeição abastada, um passeio pelo centro histórico para apreciar a paisagem noturna - a partir do castelo - e ajudar à digestão.

 

Nota: a frescura e o tempero dos alimentos deixaram-me com vontade de repetir. Recomenda-se.

 

127.JPG

138.JPG

139.JPG

142.JPG

122.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amado - praia, surf e espírito natura

240.JPG

 

 A estrada de terra batida indica o rumo certo: praia do Amado.

 Do alto da arriba vislumbro o oceano. Um mar de surfistas enfrenta as ondas. Jovens de prancha debaixo do braço, sobem e descem a arriba; há pranchas e fatos de surf estendidos nas rochas, junto ao mar – um cenário de vaivém constante que inspira e nos faz sentir jovens.

 No areal molhado as pegadas levam-me até à outra ponta da praia. Na escarpa rochosa, esculpida pelo mar e pelo tempo, sento-me durante alguns instantes. Dali aprecio as arribas do lado norte e o vale a oriente, entre montes de vegetação rasteira – uma natureza selvagem que emana sonhos e rebeldia.

 Gosto daquele espírito selvagem que se entranha e vicia, como o pó da estrada que conduz ao Amado. Uma descontração que paira no ar, dissipando mágoas e/ou tristezas. Só o Yin e o Yang em perfeita sintonia, e as melodias que entoam dos montes - ao cair da tarde -, que nos embalam e confortam a alma, trazendo paz e tranquilidade.

 A tarde espreita e o apetite é outro: provar a “cataplana de polvo com batata-doce” do restaurante Sítio do Forno, ali bem perto.

 

168.jpg

242.JPG

172.JPG

189.JPG

203.JPG

206.JPG

217.JPG

229.JPG

231.JPG

234.JPG

248.JPG

243.JPG

261.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cataplanas (da costa vicentina)

 Há uma tendência – cada vez maior – para inovar na cozinha, alterando os pratos ditos tradicionais e associando/ conjugando novos produtos e sabores.

 Tal como outro tipo de “modas”, também na confeção dos alimentos o sucesso se faz (ultimamente) à custa de uma cada vez maior criatividade do chef de serviço.

 Comi (há poucos dias) uma “cataplana de polvo com batata-doce, camarão e amêijoas” - no restaurante Sítio do Forno, Carrapateira - que merece destaque. A conjugação dos sabores resulta na perfeição. Apesar do sucesso (segundo o proprietário do restaurante), há pessoas que franzem o nariz quando se fala em “batata-doce e peixe”.

 Outra maravilha gastronómica merecedora de registo: "catapalna de peixe da costa" do restaurante O Paulo, na Arrifana. O tempero na conta certa, mantendo inalterados o sabor do peixe e do marisco super frescos.

 Com ou sem a dita raiz, as cataplanas da costa vicentina são verdadeiros manjares dos deuses. Peixe e marisco frescos da costa (rochosa) conferem-lhes um sabor intenso e único.

 Aprovadas (e a provar): “cataplana de polvo com batata-doce” do restaurante Sítio do Forno (Praia do Amado, Carrapateira) e “Cataplana de peixe da costa” do restaurante O Paulo (Arrifana, Aljezur).

 Ambas excelentes! Para além da vista panorâmica, sobre o mar, que ambos os restaurantes proporcionam.

262.JPG

261.JPG

012.JPG

046.JPG

018.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na Costa Vicentina (de novo)

Voltei! Mais uma vez. Um ano depois.

Aqui, onde o mar é mais azul e a maresia mais intensa e mais fresca.

A água (fria, como eu gosto) revigora-me o corpo e desperta-me os sentidos.

Desafiando as ondas, grupos de surfistas prosseguem, afoitos, mar adentro.

As toalhas dispersas no areal - ao gosto de quem está - evidenciam o ambiente (ainda) pouco humanizado: mais autêntico e mais natural.

Aqui não há toldos, nem palhotas, não há bares de mil cores. Não há feiras de vaidade nem desfiles de "modelos". Há descontração. Há espírito natura. Há Ser e Estar em tranquilidade, longe da agitação social. Aqui - onde o pôr-do-sol é mágico -, gosto de voltar. Sempre.

 

142.JPG

041.JPG

047.JPG

048.JPG

054.JPG

067.JPG

207.JPG

070.JPG

 

161.JPG

083.JPG

085.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em plena serra... (com o mar no horizonte)

152.JPG 

 Quando o cansaço se instala e me sinto “a precisar de férias” procuro, se possível, refúgios tranquilos. Seja defronte do mar, seja no meio do campo, qualquer sítio que proporcione silêncio e relaxamento é o ideal.

 Foi num desses fins-de-semana, em que o corpo (e a mente) clamava por descanso, que rumei ao sul. Bem perto do Alto da Foia, numa colina da Serra de Monchique, em pleno montado de sobro, disfrutei do VilaFoia, um alojamento local, de cujo quarto pude apreciar a beleza circundante, com o mar no horizonte. O conforto e a tranquilidade do local têm nota máxima. Um espaço magnífico para recolhimento, no seio da natureza (quase) selvagem.

 A proximidade à vila de Monchique permite chegar, rapidamente, a qualquer restaurante para almoçar ou jantar, sem se perder de vista o objetivo primeiro: descansar, relaxar, contemplar ou, simplesmente, nada fazer e/ou pensar.

119.JPG

004.JPG

012.JPG

015.JPG

110.JPG038.JPG

109.JPG

123.JPG

 

 Nota: recomendo jantar (ou almoçar) no restaurante "A Charrete" (em pleno centro histórico da vila de Monchique).

Simpatia no atendimento… o ingrediente que faltou(a)

 

 O Algarve no seu melhor: primavera, com cheirinho a verão, pouca gente, praia com areal semideserto e o sabor intenso do “polvo panado com arroz de feijão” no restaurante Casa do Polvo - Tasquinha (em Santa Luzia). Assim foi, ontem.

 Confesso que, há algum tempo, a Tasquinha constava da lista dos “nomeados” para um destaque na rota dos sabores do blogue. E foi isso que aconteceu à chegada, na esplanada solarenga do mediático restaurante de Santa Luzia. O ambiente agradável à vista, a temperatura amena, o apetite, tudo conjugado para o início de uma refeição desejada (com rabiscos e fotos da praxe).

 Porém, a ideia desvaneceu-se. Logo, ali, à partida, no atendimento. À pergunta: “Há bruschetta de muxama de atum?” Uma resposta rude saiu disparada: “Não temos!” Insisti, enquanto tentava (não sei porquê) argumentar o motivo da minha questão: “Desculpe, mas pareceu-me que…”. Sem ter tempo para acabar a frase, voltei a ouvir: “Não temos, já lhe disse!”. Ainda assim ripostei: “Desculpe, pensei… ok!” Sem tempo para uma justificação, simples que fosse, fui intercetada por uma resposta “grosseira” e “sem modos” do tipo: “Não me chateeis!”

 O que acabara de ouvir transtornou-me por completo. Tive vontade de sair e procurar lugar no restaurante do lado, mais modesto, mas com maior simpatia no atendimento ao cliente, presumo.

 No final, manifestei o meu desagrado face à situação. Apesar da relutância na aceitação do sucedido, lá ouvi um “lamento” e um pedido de desculpas pois a referida senhora “estava estressada”.

 Sai dali a pensar: como um “simples” atendimento pode deitar tudo a perder… e transformar um momento de prazer numa irritação completa.

 Lamento que os “galardões”, os recortes de imprensa e as fotos com “vip´s”, orgulhosamente expostos na parede, se diluam no péssimo atendimento de uma senhora maldisposta. Ou antes: será este o tipo de atendimento que a famosa tasquinha reserva aos clientes menos assíduos? Quero crer que não.

Altura março 2015 075.JPG

Nota: apesar do episódio desagradável, continuo a recomendar a Tasquinha para os apreciadores de polvo (e não só).