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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Retrato

Olho o teu retrato todos os dias
Todos os dias te olho como se estivesses aqui.


Enquanto dura o fugaz encontro
Uma lagrima rola no meu rosto
E com cautela e disfarçadamente digo-te que estou bem.


Rasgo um sorriso sem sentido
E guardo as palavras que não ouço
Como pedaços de esperança que alimentam os meus dias.

 

Viagem

Se porventura partires, leva-me contigo nesse mar que te acolhe. Um mar da cor do céu, onde a esperança vive e o sonho mergulha. E quando a noite cair, abraça o horizonte e beija-me a mão que te estendo. Não penses, não digas nada, deixa-te levar rumo ao jardim dos sentidos. E nesse recanto, que é só teu, senta-te e escuta a voz do coração: se o ouvires chorar, não receies, aceita o sinal e prossegue a tua viagem. Se o ouvires cantar, é sinal que fizemos da noite dia e das estrelas sorrisos. Então, fica mais um pouco e vive cada instante como sendo único.

Mar (de serenidade)

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Desembarco do pensamento

Antes da noite que o devaneia

Longe das águas e do vento

Gravo o nome na areia.

 

Na praia onde me acosto

Não há sombras não há gente

Só uma lua de agosto

Tem magia certamente.

 

Durante a noite encantada

Só o pássaro gorjeia

E na enseada protegida da nortada

Avisto malícia no olhar da Cassiopeia.

 

Sinto o corpo estremecer

E a mente em tranquilidade

O coração a bater

Num mar de serenidade.

 

 

Como pássaro ferido

A lua espreita no horizonte,

No ar o aroma exótico do jasmim

Transporta os perfumes da noite.

 

Na varanda sobranceira,

Entre almofadas de chita,

Recosto-me nas memórias, que me embalam a alma.

 

Enrolada em sonhos, sinto-me frágil.

E como pássaro ferido,

Que plana entre as nuvens do desejo,

Procuro abrigo noutros instantes, breves, mas felizes.

Como um rio...

Corres,

Veloz, como um rio sem margens.

Esculpindo as pedras do caminho

Corres,

Porque o tempo é teu.

 

Enquanto corres,

Navego nas águas revoltas.

Às vezes à deriva,

Outras detendo-me nas enseadas, onde o sol acalenta a esperança.

 

E quando o passado me empurra,

Rumo ao mar da Saudade,

Resisto e ancoro-me a Ti.

 

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