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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Mudar é possível

Dois livros (O Poder do Agora e Um Novo Mundo), o mesmo autor (Eckhart Toole), o mesmo poder das palavras. Dois livros que fizeram a diferença entre todos os livros que já li. Assuntos atuais, vistos por um especialista em espiritualidade e controlo da mente. O " poder do Agora" e o "despertar de uma nova consciência" são textos que nos ajudam a utilizar o potencial do momento presente e a controlar a nossa mente. Para alguns, o tema pode parecer bluff, mas não deixa de ser interessante pensar sobre o assunto e no modo como estes livros têm ajudado a alterar comportamentos de milhares de pessoas. Os textos revelam-se motivadores e geradores de alterações na personalidade dos leitores predispostos à mudança. Só basta desejar mudar e estar sensibilizado para as questões espirituais. Tudo, naturalmente, associado a disciplina mental e treino. Como qualquer atividade desportiva, também a mudança comportamental se consubstancia no treino regular e na vontade férrea de alcançar resultados positivos. O que é perfeitamente possível, pois a personalidade humana altera-se ao longo da nossa vida, segundo comprovam estudos científicos, levados a cabo na segunda metade do século XX.

Demasiada informação...

Como diz P. Curtis (atual diretora do museu Gulbenkian): “Há demasiada informação no mundo, tanta coisa para ler, tantas imagens nos ecrãs (…)” que, investir na observação e no olhar verdadeiramente se torna cada vez mais difícil. Ou conseguimos filtrar a “informação” disponível ou nos perdemos no oceano da informação atual. Se tenho à disposição um livro: gosto de o ler com tempo. Disfrutar a obra. É esse usufruto do conhecimento, da arte e da cultura que nos nossos dias se torna cada vez mais raro. Além disso, estamos condicionados pelos preconceitos que fomos adquirindo ao longo da vida, o que torna tudo mais difícil. A leitura sensorial é uma arte, não acessível a todos. A quantidade de imagens que o nosso cérebro tem para absorver, não lhe permite olhar convenientemente para todas elas. Distraímo-nos, frequentemente, com tantos dados. E, nalguns casos, ficamos ansiosos por não conseguirmos usufruir da “informação” que temos ao dispor.

Ao domingo, por exemplo, enquanto bebo café, deparo-me com o dilema: leio o jornal? Leio as notas de rodapé do noticiário da TV? “Bisbilhoteio” no Facebook? Folheio a revista da mesa ao lado? Esta quantidade de “informação” disponível gera, quase sempre, comportamentos de cariz ansioso. Contrariar esta tendência, carece de disciplina e tempo. Filtrar a “notícia” é uma aprendizagem, que ajuda imenso. E se o objetivo é relaxar, então, ler um livro será a melhor opção: um livro é o companheiro ideal para viajar nas palavras… e sonhar, quiçá, com cenários inimagináveis.

O “amigo” de todas as horas (e de toda uma Vida)

Era tarde! Tão tarde, que o tempo tardava em passar.

E Tu, ali, perante mim, assistias ao meu desespero, perante a ausência do sono… E, sem dares conta, aninhado no meu colo, fazias-me sonhar. Sonhos de uma vida. Rendida às tuas palavras, deixo-me levar, no mar de pensamentos que me provocas.

E penso: quem sou sem Ti? Um vazio profundo na “escuridão”. Fazes-me falta! Sempre.

 

Hoje, a propósito de livros, a propósito do Dia Mundial do Livro - o “amigo” de todas as horas e de toda uma Vida.

Tempo de leituras…

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 Mais um sábado a chegar ao fim e com ele o desejo de pôr algumas leituras em dia. Durante a semana não consigo ler para além de 4/5 páginas por noite; o sono acaba vencendo sempre.

 À espera tenho uma pilha de novas aquisições literárias (e outras tantas na wishlist). Quando entro numa livraria (ou numa biblioteca qualquer) o sentimento é sempre o mesmo: desejar ter tempo suficiente para ler, ler muito. Chego até a pensar: que bom seria se pudesse tirar um mês de férias para ler - e escrevinhar, claro.

Por agora, a aguardar a leitura:

- No Café da Juventude Perdida (de Patrick Modiano, Prémio Nobel da Literatura 2014); um autor que – reconheço – desconhecia até agora;

- As velas ardem até ao fim (de Sándor Márai); segundo as críticas, uma excelente abordagem sobre a Amizade. Como diz Inês Pedrosa: «Um portentoso tratado sobre a Amizade em forma de romance, uma obra-prima.»

A identidade (de Milan Kundera); um dos meus escritores favoritos. Aquele que um dia me fez sonhar com Praga (a sua famosa ponte Carlos e a cidade velha);

- Não se encontra o que se procura (de Miguel sousa Tavares); um dos meus escritores portugueses favoritos. Gosto do estilo de escrita e da frontalidade de abordagem das suas convicções;

- Prometo falhar (de Pedro Chagas Freitas); um escritor revelação (dizem); a pessoa com quem estou a fazer um curso de escrita criativa e que surpreende pela forma “inovadora” de brincar com as palavras.

Enquanto o tempo não me dá mais tempo, vou lendo, todos os dias, um pouco mais.

 

 

Livros… (do momento e de sempre)

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 Mais um domingo a chegar ao fim e eu sem tempo para ler o suficiente - e o desejável. Uma constatação de anos. Resultado: muitos livros que gostaria de ler (e de reler).

Como disse John Ruskin: «Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre.»

 Quanto aos “livros do momento” duas obras se destacam na mesinha de cabeceira: “A Sombra do Vento” (de Carlos Ruiz Zafón) e “A festa da Insignificância” (de Milan Kundera). Duas escritas distintas, mas ambas envolventes. O primeiro pela criatividade semântica e o enredo labiríntico numa Barcelona da primeira metade século XX; o segundo pela forma como aborda a “existência contemporânea” vazia de sentido.

 Nos “livros de sempre” - que são muitos, destaco para além dos Maias (do grande Eça de Queirós), o romance: “Vai aonde te leva o coração” de Susanna Tamaro. Não só pela escrita - leve e cativante, mas pelo conteúdo. Uma lição de vida que me marcou para sempre. Ainda hoje, nas mais diversas situações, a máxima do final da obra me acompanha: “Senta-se (…) e “vai aonde te leva o coração”. Porque, também eu, considero que na Vida só o “Amor” pode decidir - bem ou mal.

Porque (hoje) é sábado...

 Gosto do sábado e dos rituais a ele associados: bebericar um café da manhã (tardio) e ler o jornal sem pressas nem atropelos. Em suma: disfrutar do prazer de ler - em ambiente relaxante e sem condicionalismos.

 O sábado lembra-me: tempo com tempo; tempo de descontração e lazer. Em casa ou fora dela, os planos envolvem (quase sempre) momentos de leitura - atenta e hermenêutica.

 Não é por acaso que as lojas Fnac me atraem (particularmente); gosto do ambiente - em geral, e do silêncio dos livros - em particular. Disfrutar do prazer de mexer e remexer naquele mundo literário à disposição; fascina-me estar ali: a folhear livros e a fantasiar desfechos de histórias reais ou ficcionadas. No final - da tarde ou da manhã -, o objeto do desejo acompanha-me… e eu, satisfeita, saio com mais um livro no saco preto das letras bancas.