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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Um bairro (especial)...

A minha paixão por Campo de Ourique não é recente. Há muitos anos que conheço (e frequento) o bairro mais “trendy” de Lisboa. Tempos houve em que me deslocava propositadamente ali para ir à Companhia do Campo, procurar uma peça decorativa, um móvel, um tecido, um artigo qualquer (diferente).

 Recentemente, dei comigo a caminhar a pé, pelo bairro, até ao Chiado. Não é perto. Mas, também, não é longe. Sabe bem e dá para pôr em dia as “caminhadas diárias”. Ontem foi um desses dias. Enquanto caminhava pelo bairro fui observando casas, lojas, pessoas, detalhes. Há no bairro um modo de estar (diferente). Há mais tranquilidade. É uma “cidade dentro de outra cidade”. Sempre senti ali a tranquilidade das cidades do interior. Pacatez e paz. O espírito de vizinhança (bem preservado) e o convívio entre moradores é uma característica bem patente ali. À tarde, quando o tempo permite o “jardim do coreto” (como lhe chamo) enche-se de gente. Os mais velhos, entretidos nos jogos tradicionais, preenchem o vazio do tempo e combatem a solidão da vida. Os mais jovens, esses, libertam a energia extra e dão liberdade aos pais para um “pé de conversa” na esplanada.

 

 

A caminho da Rua Saraiva de Carvalho

 

O "jardim do coreto"

No regresso, o corpo, já a ficar cansado, pede-me alimento. Enquanto procuro um sítio para colmatar o estímulo, alguém me recomenda um “pão de leite prensado” na pastelaria Az de Comer (na rua Almeida e Sousa). Agrada-me a sugestão. Chegada ao local, o aroma doce dos bolos acabados de fazer agitam-me os sentidos. Reparo na montra ao entrar. A enorme variedade de pão e bolos, metódica e estrategicamente arrumados, aguçam-me o apetite.

Espaço simples mas atento aos detalhes, no que ao atendimento respeita. O proprietário, transmontano, há vinte e seis anos que, no rés-do-chão da casa onde funciona a pastelaria (e Snack- bar), fabrica as especialidades expostas. De todas (várias) optei pelo “Az”, um bolinho de massa folhada estaladiça (e seca como eu gosto).

 

 

 

O "Az"

Outras especialidades há  que fazem as delícias dos clientes. Todas gostosas (e gulosas) como a “queijadinha de nata” que ainda tive o prazer de provar, já à saída, gentilmente oferecida pelo Sr. Manuel (o proprietário). Senti-me em casa com tanto mimo. Obrigada pela amabilidade e simpatia demonstradas.

 

A tarde já ía longa mas ainda houve tempo para passar em frente à casa onde viveu Luís Sttau Monteiro (escritor e dramaturgo) o autor da famosa obra literária, Felizmente Há Luar. Segui até ao mercado, o renovado e hoje em dia, mais famoso e mais frequentado espaço do bairro. Cheio de gente, como tem sido apanágio desde que reabriu como “espaço multiusos”, ali dei uma espreitadela rápida pois o tempo já era escasso e outros compromissos se seguiam. Ficou a vontade de lá voltar (brevemente) para petiscar uma qualquer iguaria numa das muitas tasquinhas.

 

São estas (e outras) as maravilhas do bairro que recomendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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