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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Turista na cidade do "choco frito"

Há lugares que nos surpreendem: não à primeira vez, não à segunda, mas à enésima vez. Setúbal é um deles. Já esqueci a primeira vez que visitei a "cidade sadina". Foi, seguramente, há muito tempo. Por essa altura, a minha sensibilidade para a beleza das "coisas", encontrava-se, ainda, em fase embrionária. Mais tarde, durante os "verdes anos", o meu olhar sobre a cidade era outro: considerava-a uma cidade impessoal, sem qualquer cunho de identidade.

É certo que a forma como olhamos os lugares depende muito do nosso estado emocional, mas o encanto e a dinâmica do local contribuem, também, para captar a atenção do visitante. Seja como for, passou muito tempo até conseguir apreciar (e valorizar) a "cidade do rio azul". Atualmente, tenho uma perspectiva diferente da cidade: considero-a mais limpa, mais dinâmica, mais bonita e atrativa.

Quem faz os lugares são (também) as pessoas - bem sabemos. Todavia, em Setúbal, os responsáveis pelo desenvolvimento local souberam tirar partido da localização e dos recursos da região e transformar a cidade num pólo de atração turística inegável. Fui turista por um dia, na "cidade do choco frito". Valeu a pena. Um passeio, breve, mas revelador das profundas alterações que a cidade sofreu, nos últimos anos, e que me agradaram bastante.
Deixo-vos um breve olhar sobre a "cidade dos golfinhos"...

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Na "praia do sudoeste"

A manhã acordou morna e tranquila no monte do Papa-léguas: o local eleito para descansar, ao ritmo da natureza. Após o pequeno almoço, bem caseiro, seguiu-se uma pausa para o café matinal, numa das esplanadas da Zambujeira do Mar. Alguma leitura, uma breve visita à loja Lhasa, para conhecer as novidades, e é hora de descer em direção ao mar, estender a toalha no areal e deixar o corpo relaxar na espuma dos dias.

Por hoje, algumas nuvens cobrem o céu, mas sol brilha na praia do "palheirão" - o rochedo mais "solitário", que se ergue no mar da Zambujeira.

Esvazio o pensamento e escuto o murmúrio das ondas... É desta forma que saúdo o verão, na "praia do sudoeste".

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Viver o momento

O que vale antecipar angústias, premeditar o futuro?
Tudo o que existe é o momento. Todo o momento é passado e é futuro. Viver no presente é viver inteiramente. Qualquer projeção futura ou nostalgia de outrora traz à mente desassossego e intranquilidade. Deixar a vida acontecer (para o bem e/ou para o mal) sem sofrer por antecipação, e ter por companhia as pessoas certas, é viver com prazer e sem necessidade de obediência ao rebanho. Pôr de lado o que nos provoca desconforto e/ou mau-estar. Eliminar as pedras do caminho e caminhar ao sabor do universo...

O que vale a palavra?

 

Às vezes tudo, às vezes nada. Sempre assim foi e assim será.

A palavra, símbolo da existência humana, continua a representar ideias, factos, conceitos e teorias… uma representação nem sempre fidedigna das ações a que pretende aludir e/ou dos objetivos que pretende alcançar. Seja qual for o valor intrínseco da palavra, o seu efeito continuará a fazer-se sentir, nos mais diversos momentos. Assim, a palavra pode ser uma lufada de ar nos momentos de tormenta, uma almofada de conforto na tristeza dos dias, uma recompensa de jornadas de luta… Em suma: um valor acrescido, quando aquilo que se diz (ou se escreve) traduz, na perfeição, aquilo que se pensa. Bem sei que “um gesto vale mais que mil palavras”. Não duvido, mas hoje, e aqui, o valor da palavra tem outro significado: uma crença de que a palavra certa, no momento certo, pode fazer a diferença. É disso que se trata, de palavras sérias e aconchegantes, palavras informais e libertadoras, palavras de amabilidade e compaixão e não de palavras falsas e vãs. Palavras que conduzam a tudo aquilo que o mundo precisa: viver, plenamente, cada momento, sem comportamentos típicos de uma pequenez de espírito.

Politiquice(s)

Portugal, "país à beira-mar plantado", "país seguro", um território de beleza ímpar não se coaduna com políticas que contribuem para o enriquecimento de alguns e o progressivo empobrecimento da maioria.
O Património histórico (natural, cultural e arquitectónico) de Portugal não conjuga com políticas que desvalorizam a Saúde e a Educação; políticas que não dignificam a condição humana, antes acentuam problemáticas que desvalorizam as pessoas. Portugal precisa de políticas que respeitem a diferença: políticas de honestidade e verdade, políticas coadjuvadas por todos (sem exceção). Quando a política deixar de ser um ninho de interesses e se tornar um instrumento de partilha de poderes, talvez Portugal se torne verdadeiramente Interessante. Até lá... vamos sobrevivendo (com as politiquices de alguns).

Planície

Árvores,
Vidas erguidas na vastidão da planície,
Salpicos de verde na terra árida sedenta,
Albergues de vidas errantes.

Folhas caídas, frutos tombados
Na aridez dos dias na escuridão das noites,
Sonhos que ficam rendidos
Aos pés do montado.

Juntos vão perecendo
No solo estéril da solidão,
Soltam gemidos ouvem queixumes
Sangra de abandono seu coração.

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Voltar (à cidade)

Voltei. Por instantes deixei a cidade entrar: observei recantos, respirei aromas, revivi sabores, recordei sons.
Senti felicidade, senti nostalgia. Senti tristeza, senti alegria.
Lisboa é isto: um mosaico de sensações que me fazem vibrar a alma e agitar o pensamento.
Nada é igual, quando a sombra do passado teima em seguir o trilho do presente... e enquanto a melancolia esmaga a permanência no agora, o coração emudece de saudades.
Desfoco-me e mergulho num mar de diversidade: cores, sons, palavras soltas, olhares vazios no turbilhão das ruas. Uma multidão de rostos ausentes, uma impessoalidade que me atrai e repele.

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Mente e Corpo (sãos)

Ouço-lhe as dicas, mas a minha mente continua dispersa pela paisagem. Como eu, muitas pessoas, nos dias de hoje, se perdem no ritmo de vida alucinante. Queixam-se da falta de tempo (constantemente) e vivem à margem daquilo que poderia proporcionar-lhes mais qualidade de vida e tornar o dia-a-dia menos stressante. Dizia-me uma amiga, que medita diariamente pela manhã: "Faz meditação! Nem imaginas o bem que te faria. Experimenta e verás!" Já experimentei varias vezes, mas falta-me, ainda, a disciplina, para tornar a meditação um exercício diário. Todavia, encontrei noutra prática - o Yoga, o equilíbrio que sempre desejei. Esta prática milenar, que acalma a mente, alinha, define e alonga a silhueta, já faz parte de um ritual que não dispenso. Com disciplina e vontade, facilmente se consegue gerir o tempo. Por isto ( e muito mais) pergunto: quem disse que o yoga é "exercício pouco ativo", "exercício para velhos"? Há vários tipos de yoga. Basta escolher o mais adequado, em função do objetivo que se pretende atingir. Experimente e sentirá os efeitos benéficos na sua saúde.