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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Seara(s) ao vento...

Enquanto caminho, ali mesmo, a meu lado, a seara ergue-se, imponente, na vastidão da planície. Espigas douradas, bailando ao vento, aguardam pela ceifa. Plenas de grão, apenas o seu leve movimento ondulante quebra o silêncio do momento…

 

 

 

Ao longe uma velha azinheira sobressai. Porto de abrigo do milhafre faminto ali permanece alheia ao tempo e a ele resistindo…

Continuo… e a seara grandiosa e imponente permanece. Marca desta terra e destas gentes. Fruto da Terra, semente da Vida.

É este o cenário nos campos do Alentejo que me acompanha no final das tardes. Cenário que me traz lembranças vivas de outrora…

 

 

 Por instantes a paisagem ganha outra dimensão e os meus olhos (re)constroem uma história de vida(s). Retalhos de um passado recente que me acompanham nesta caminhada.

 Relembro o suor dos ceifeiros sob o sol ardente, ceifando (e cantando) em bandas. Rostos marcados pelo tempo e pela vida. Homens bons e de coração grande. Homens que marcaram a história desta região, uma história que transporto na memória.

Memória que respeito e desejo preservar. Símbolo da minha origem e do meu Ser.

 

Na rota dos sabores (9)

O dia amanheceu cinzento (e cinzento continua)! Será verão ou primavera? Primavera não é certamente. Faltam as cores e o brilho do sol. Falta o chilrear das andorinhas e o sorriso das pessoas que se cruzam nas ruas.

O tempo afeta-me o estado emocional. Sem dúvida. Nestes dias procuro contrariar a tendência para a melancolia. Se possível visto uma peça de cor mais garrida e/ou altero rotinas para contrariar o estado de espírito. Hoje, tal não aconteceu. Mas, em contrapartida, o espaço onde almocei transportou-me para um universo de mil cores… e sabores.

Pouco passava do meio-dia quando cheguei ao restaurante “Sabores do Campo” (em Beja). Um lugar onde os conceitos Nature e Bio se fundem numa miscelânea de sabores saudáveis.

 

 

Meticulosamente arrumados na vitrina, os tabuleiros e as travessas expostas convidam à degustação. Apetece comer de tudo. Começo nas saladas e acabo nas sobremesas. Hesito na seleção do prato principal. Há variedade.

O espaço está irrepreensivelmente limpo e arrumado. A decoração simples, mas com bom gosto, evidencia, ela mesma, vida e cor. Como as orquídeas multicores que dos parapeitos das janelas espreitam o pequeno jardim ali ao lado...

 

 

 

 

 

  

No “Sabores do Campo” há especial cuidado com os produtos (e ingredientes) usados na confeção dos pratos. Vegetais, legumes e frutas muito frescas e de agricultura biológica, preferencialmente.

Na cozinha, a criatividade e o tempero da D. Elisabete estão na base das delícias apresentadas. Tudo apetitoso. Não é muito comum. Normalmente, nos restaurantes que se dizem “vegetarianos” nem sempre a comida tem sabor tão agradável. Talvez por isso a maioria das pessoas ainda não se tenha rendido a este género de comida.

 Vale a pena experimentar! Eu experimentei  e… volto SEMPRE que posso.

 

 

 

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