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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Desafio: what makes me happy?

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Está na hora de responder ao desafio do blogue: http://cronicasdeumcafemaltirado.blogs.sapo.pt/desafio-what-makes-me-happy-20497

32 “coisas” que me fazem feliz? Tanta coisa no meio de tantas…

Eis algumas das ditas:

  1. Abraçar o meu filho;
  2. Mimar os meus netos (muito);
  3. O sorriso da minha neta (de dois meses);
  4. Amar e ouvir: “amo-te muito!”;
  5. Ter a família perto de mim (sempre que preciso);
  6. Ver um filme acompanhada;
  7. Um mimo dos meus alunos;
  8. Cozinhar, reinventando receitas;
  9. Caminhar no meio do campo;
  10. Olhar o mar numa praia deserta;
  11. Apreciar o silêncio da noite, ao luar;
  12. Sonhar acordada;
  13. Ler um livro antes de dormir;
  14. Estar numa esplanada, ao sábado, sossegada, a ler o jornal;
  15. Viajar, viajar, viajar muito;
  16. Estar com pessoas que me ensinem coisas novas (e interessantes);
  17. Aprender, aprender, aprender;
  18. Comprar algo novo (pelo menos uma vez por mês);
  19. Ir às compras sozinha;
  20. Conversar com pessoas idosas, ouvi-las e aprender com elas;
  21. O sorriso de uma criança;
  22. Apreciar a natureza enquanto caminho;
  23. Almoçar (ou jantar) a ver o mar;
  24. Abrir a janela pela manhã e ver o sol;
  25. Ir à varanda e ver o Grande Rio do Sul;
  26. Ver o pôr-do-sol (em qualquer sítio);
  27. Visitar aldeias com história;
  28. Dar uma aula, ficar cansada e no fim pensar: “Estiveste muito bem!”;
  29. Comer ostras em maio e junho (porque sabem melhor e estão mais “gordas”);
  30. Sentir o calor da lareira, dentro de casa, ao domingo, numa tarde de inverno;
  31. Escrevinhar no meu “caderninho de notas” e no meu blogue;
  32. E VOCÊS… os que me leem.

 

 Obrigada pelo desafio!

 

 

 

 

Pinta(n)do a sépia...

 Olho em redor. O que vejo? Um quadro envelhecido, quase a desvanecer-se. Cores pálidas. Sulcos profundos - numa tela desgastada pelo tempo - que magoam os olhos e a alma de quem os vê. Uma vila, envelhecida e triste, onde quase nada resta do passado (recente). Os jovens partiram para parte incerta (ou não); os residentes estão cansados e resignados. Há apreensão no olhar e apatia nos gestos.

 Nada se compara ao movimento de outrora. As ausências fazem-se notar, daqui, da esplanada sobranceira ao largo. Sinto os espaços a envelhecer.

 A música que embala o tempo é outra: mais triste e melancólica, mais compassada. Sem ritmo. Assisto ao êxodo - apática e sem estímulo para reagir - porque, também eu, faço parte do quadro.

 Enquanto isto, duas jovens caminham ao ritmo do tempo; mais abaixo, uma idosa vai desafiando as pedras da calçada, enquanto o corpo luta pelo equilíbrio…

 Sei que os olhos constroem a imagem, mas, apesar disso, o que vejo não me agrada de todo. Quem me dera poder pintar de novo o quadro que tenho pela frente. Rejuvenescê-lo-ia e dar-lhe-ia brilho e movimento… tingi-lo-ia de mil cores, como se da primavera se tratasse. Cruzar-me com a alegria nas ruas e sentir o sonho no rosto de quem passa… voltar a ver sorrisos inesquecíveis, rostos eternos…

 Não posso. Sei que não posso alterar o quadro de uma Vida, mas posso, pelo menos, avivar as cores da memória e brincar com os desejos do momento.

Verdades sobre a mentira

 Hoje, 1 de abril, comemora-se o “dia das mentiras”. Diz o povo.

 Mentira, uma palavra que nunca suportei. Uma forma de estar (e de ser) que contamina as relações interpessoais. A nuvem negra no horizonte inter-relacional; a gota que faz transbordar o oceano da dúvida e da desconfiança; o antídoto do amor, da paixão, da amizade e do respeito; a forma virulenta de beliscar sentimentos nobres.

 Quem vive na (e da) mentira desconhece, completamente, a pureza dos sentimentos. Ilude e ilude-se a si mesmo, vivendo num mundo de fantasia fútil e efémera. Costumo dizer: quem mente está doente e nunca terá a oportunidade e o prazer de vivenciar a essência e o valor da autenticidade. A verdade alimenta a alma e confere dignidade. Viver na verdade é viver em liberdade. E quem não gosta de se sentir livre?

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