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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Do vazio do tempo e da alma

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Olhar vazio,

Perdido na memória do tempo.

No banco solitário, vive o silêncio do nada e de tudo.

Um calafrio gela-lhe a alma. Recua. O vazio do depois assusta-lhe o Ser.

Por entre as lágrimas da solidão sente a alma envolver-se na tranquilidade que paira sobre o lago. Chora baixinho, enquanto o coração lhe salta do peito.

Contraria a emoção e avança no pensamento. Afinal nada mais existe - para além do Agora e de um corpo ávido de amor. O horizonte? É incerto e nada vale.

Inveja - um "mal nacional"!?

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 A inveja - ou o “desejo de possuir o que outro tem” – é, sabemo-lo todos, um “mal nacional”. Desde sempre conheci pessoas invejosas. Aliás, convive-se com elas todos os dias. Queiramos ou não, desejemos ou não. Já dizia um grande amigo: “Já reparou que o grande poema épico – Os Lusíadas – termina com a palavra inveja?”. Confesso que, até à oportuna observação, nunca tinha dado conta de tal facto.

 Confrontada com comportamentos alheios que evidenciam a dita desvirtude, apeteceu-me, hoje, aqui e agora, dissertar um pouco sobre o tema. Não que me agrade particularmente, mas porque o sentido de oportunidade me leva a fazê-lo.

 Em tempos li um artigo (de um conceituado jornalista) em que o mesmo se referia aos “males” deste país - motivos que nos impedem de avançar (e muitas vezes de evoluir) - e lá estava a maldita da inveja a comandar as hostes. Começando no mundo da política, onde o sectarismo doentio conduz à traição política constante e ao desrespeito pelo próximo, e acabando nas relações interpares no mundo laboral e/ou outro meio onde existam relações humanas, a honestidade e o respeito pelos outros - e por aquilo que os outros têm, é apenas uma miragem.

 Desde que me conheço que costumo ser pragmática nas observações – às vezes inconveniente, diria –, mas assumo as consequências das palavras e dos atos. É certo que há “verdades inconvenientes”. E esta, provavelmente, será mais uma. Mas assumo, inteiramente, o retrato do invejoso aqui plasmado.

 E digo: o invejoso é, sem dar conta, uma pessoa vazia de sentimentos; um sobrevivente do “ódio” por aqueles que são diferentes, que definha a cada dia da sua existência.

 

Férias (sem relógio)

 Deixar de ter horário e nem olhar para o relógio, é neste registo que me considero em férias. Claro que não incluo neste grupo os casais com filhos pequenos. Esses, queiram ou não, dependem do ritmo biológico da pequenada e, caso estejam na praia, da quantidade de raios ultravioletas que atingem o areal. Neste caso incluo-me também, pois não costumo torrar sob o sol abrasador do meio-dia.

 Gosto da sensação de acordar somente quando o corpo me pede ou o estômago dá sinal. Depois, um pequeno-almoço avantajado e diversificado para ganhar energias até mais tarde, seguido do café da manhã numa esplanada tranquila – já que a essa hora os “dependentes” de horários estão na praia. Com o silêncio próprio do final da manhã, a leitura do jornal (revista ou livro) transforma-se num momento de absoluto prazer.

 Para além disso, o verão proporciona um encanto especial a tudo. O prazer das pequenas coisas aumenta: um petisco na esplanada à beira-mar, um pôr-do-sol na praia, uma bebida no terraço da casa, uma caminhada pela natureza… coisas simples, que ganham outra dimensão.

 Depois, sem tarefas domésticas a martirizar o espírito, os dias são de uma serenidade perfeita. Em férias o tempo é de entrega ao ritmo biológico… e isso relaxa! A descontração e a tranquilidade fazem milagres - pelo nosso corpo e pela nossa mente. Tudo parece correr às mil-maravilhas, até as relações mais conflituosas: nas férias há mais momentos a dois e mais tempo para dar atenção ao outro. Digo eu.

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Praia da Amoreira, Aljezur

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Azenhas do Guadiana, Mértola

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Biarritz

 

NOTA: as fotas reportam a locais onde passei férias (sem relógio).

 

 

 

Hoje, vi África!

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                                                                                                                               (na estrada Mértola-Almodôvar)

 

 Os olhos veem o que queremos.

 Esvaziar o pensamento e voar. Voar para lá do horizonte. Só eu e a paisagem. Escutar-me e escutar a natureza.

 Pode parecer estranho, mas sempre que o faço sinto-me renovada e o mundo ganha outras cores e outros contornos.

 É este poder do Ser que nos conduz ao mundo dos sonhos…

 E, assim, livre do poder da mente, liberto-me do passado, não projeto o futuro e vivo intensamente o Agora.

 Vale a pena tentar!

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