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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Outra vez (n)o barrocal

Em Tavira encontro tudo o que aprecio na cidade: casas antigas, boas esplanadas, boa comida, um património histórico e cultural diversificado e um rio aos pés do casario. Gosto do lado citadino do concelho, mas gosto, ainda mais, do lado (quase) "oculto", o lado natural e da ruralidade - o barrocal. Com o propósito de usufruir da tranquilidade daquela região, hospedei-me na Casa Branca (uma casa de campo, no Sítio do Prego, EN270). Um espaço tranquilo, onde se pode aproveitar o silêncio reinante, para descansar e pôr as leituras em dia. Uma estadia ótima para quem valoriza o lado simples, mas bom da Vida.

(A primavera e o outono são alturas ideais para este tipo de "retiros". Os dias amenos convidam às caminhadas nas redondezas ou a estadias prolongadas no espaço junto à piscina; as noites, mais frescas, apelam a experiências gastronómicas para provar novos sabores na Taberna do Barriga (em Santa Catarina da Fonte do Bispo) ou em Santo Estevão, no restaurante Luís do Prego - onde recomendo o cabrito assado no forno. Sítios diferentes, mas ambos calmos e com excelente comida.)   

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"Sou professora, logo sou rica"

Considerando as recentes notícias, sobre os professores portugueses, permito-me deduzir: "sou professora, logo sou rica". Sobre o assunto só me ocorre dizer: tenho carro porque o comprei; tenho telefone e computador portátil porque os comprei; vou almoçar e/ou jantar fora, mas pago do meu bolso; se for viajar, tenho de pagar do meu bolso, etc, etc. Tudo isto, para não falar de tantas outras "mordomias " que nós, professores, classe supostamente rica, na realidade não tem. Contrariamente, outros (dirigentes políticos e não só), têm tudo isto a "custo zero". É justo? Não se trata de justiça, mas sim de coerência nos atos e nas críticas efetuadas a quem, semelhantemente, tem cargos e responsabilidades no seu trabalho. Assim, parece-me desajustada, e sem qualquer fundamento, a eterna "desculpa" de que os cargos políticos, pela responsabilidade inerente, exigem/permitem determinadas regalias. Isso sim, julgo ser uma afronta e uma verdadeira injustiça para quem, diariamente, tem a seu cargo crianças e jovens para Educar - "holisticamente" falando, claro.
Por isso pergunto: a luta dos professores é injusta? Porquê? Porque exigem igualdade e equidade no que aos seus direitos alude? Não me parece que haja injustiça. Dizer que o "país aposta na educação", mas não ter consideração pelos professores, classe co-responsável pelo sucesso dessa educação, é, no mínimo, insultar pessoas. Somos (também) pais, avós, tios, primos, amigos... Em suma: somos pessoas com obrigações, mas também com direitos, liberdades e garantias. Somos cidadãos (como tantos outros profissionais), respeitem-nos por favor.

De novo (em) Aljezur

Chego à noitinha, depois do sol se esconder atrás dos montes. A luz fosca, iluminando o casario, confere aos espaços um leve tom dourado - bem ao jeito das mil e uma noites. Sinto magia, neste lado da vila de Aljezur: no centro histórico. Daqui avisto a ribeira e a várzea verdejante e mais além o lado movimentado, o lado de passagem para outros destinos.
Subo e desço ruelas empedradas, desertas e silenciosas, procurando recantos nunca vistos. Ando mais um pouco e desço na viela erma; o forte aroma de comida no ar deixa antever o quadro imaginário (ou real) de um lar de família. Retratos que a mente vai tirando, enquanto passeio por ali.
Depois do breve périplo - que não me canso de repetir, entro na Moagem, um Veggie Bistrô, onde encontro, nas opções do cardápio, uma alquimia de sabores vegetarianos de uma cozinha criativa e muito saborosa. Opto pelo prato dia: fofo veggie no forno com cogumelo portubello e chutney (prato composto por arroz sushi e puré de cenoura e lentilhas); tudo acompanhado por um sumo de melão com aipo e limão. A sobremesa: bolo cru de cenoura e coco. Balanço final: um passeio tranquilo e comida leve e saudável, para um jantar. Recomenda-se.

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Setembro: o início do fim do verão

O final das férias (para uns), o início de novo ciclo (para outros). Setembro é tempo: de nostalgias e do síndrome pós-férias; do recomeço das aulas e do regresso ao trabalho; dos trabalhos de casa e da azáfama com a criançada; dos horários rígidos para deitar e levantar; da chegada da chuva e dos dias mais curtos, de sol preguiçoso; das manhãs frescas e das noites silenciosas, nas ruas; do recolhimento e do aconchego no conforto do lar; dos passeios na natureza e das viagens "cá dentro" (aos fins-de-semana). 

Setembro não é apenas renovação, é também iniciação: é tempo de Viver mais o Agora.

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