Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Na rota dos sabores (9)

O dia amanheceu cinzento (e cinzento continua)! Será verão ou primavera? Primavera não é certamente. Faltam as cores e o brilho do sol. Falta o chilrear das andorinhas e o sorriso das pessoas que se cruzam nas ruas.

O tempo afeta-me o estado emocional. Sem dúvida. Nestes dias procuro contrariar a tendência para a melancolia. Se possível visto uma peça de cor mais garrida e/ou altero rotinas para contrariar o estado de espírito. Hoje, tal não aconteceu. Mas, em contrapartida, o espaço onde almocei transportou-me para um universo de mil cores… e sabores.

Pouco passava do meio-dia quando cheguei ao restaurante “Sabores do Campo” (em Beja). Um lugar onde os conceitos Nature e Bio se fundem numa miscelânea de sabores saudáveis.

 

 

Meticulosamente arrumados na vitrina, os tabuleiros e as travessas expostas convidam à degustação. Apetece comer de tudo. Começo nas saladas e acabo nas sobremesas. Hesito na seleção do prato principal. Há variedade.

O espaço está irrepreensivelmente limpo e arrumado. A decoração simples, mas com bom gosto, evidencia, ela mesma, vida e cor. Como as orquídeas multicores que dos parapeitos das janelas espreitam o pequeno jardim ali ao lado...

 

 

 

 

 

  

No “Sabores do Campo” há especial cuidado com os produtos (e ingredientes) usados na confeção dos pratos. Vegetais, legumes e frutas muito frescas e de agricultura biológica, preferencialmente.

Na cozinha, a criatividade e o tempero da D. Elisabete estão na base das delícias apresentadas. Tudo apetitoso. Não é muito comum. Normalmente, nos restaurantes que se dizem “vegetarianos” nem sempre a comida tem sabor tão agradável. Talvez por isso a maioria das pessoas ainda não se tenha rendido a este género de comida.

 Vale a pena experimentar! Eu experimentei  e… volto SEMPRE que posso.

 

 

 

Na "rota do sabores" (8)

Um restaurante ou uma loja gourmet? Ambos coexistem no espaço da “Confraria”. Um conceito diferente que encontrei na rua de Santa Maria de Baixo (nº 10), às portas da “Judiaria”, no centro histórico de Castelo de Vide.

O espaço, gerido pelo casal Ramalho, que trocou Reguengos de Monsaraz (há mais de vinte anos) pelas Terras da Serra de S. Mamede, expõe, meticulosamente, todos os produtos à venda. Vinhos, azeites, queijos, compotas, biscoitos e bolachas de sabores diversos convivem harmoniosamente nos expositores. Os produtos, todos caseiros e de produtores locais e regionais, além de se destinarem a venda, são também consumidos no local por quem ali passa para almoçar ou jantar. Da decoração, muito a gosto, destaco os originais desenhos do balcão. As mesas são poucas mas suficientes para convívio em pequeno grupo. O ambiente, todo ele, convida à degustação. Foi essa a opção: um jantar de degustação à base de pratos de caça.

 

 

 De entrada uma tábua de queijos (de Nisa) e de enchidos da região acompanhados de um vinho branco muito fresco - Herdade do Sobro. Seguiu-se um
“arroz de lebre” (aromatizado com hortelã) solto e de sabor excelente que me captou o paladar à primeira garfada. Um sabor que vou guardar na memória nos próximos tempos. O repasto continuou com “perdiz de escabeche”. Igualmente deliciosa. Um tinto "Juromenha", levemente frutado, foi o vinho selecionado para acompanhar os pratos principais.

 

"arroz de lebre" e "perdiz de escabeche" 

 

No final e depois de uma degustação tão requintada (e diversificada) de sabores houve lugar para uma sobremesa de autor: “laranja à Confraria”. Uma mistura de sabores (tão diferentes) a conjugar na perfeição: laranja, azeite, canela e rebuçado de Portalegre. Original (pelo menos no que toca ao azeite e ao rebuçado) e muito boa também.

 

 "laranja à Confraria"

 

Além da excelente comida a Confraria oferece, ainda, um ambiente tranquilo e acolhedor. Familiar (diria) face ao atendimento personalizado e de grande proximidade que o Senhor Luís faz questão de proporcionar.

 

 Detalhes da Confraria

  

 

Nota: foi realmente um prazer jantar na “Confraria”, um espaço em plena “Rota dos Sabores” no Alto Alentejo. Aconselho vivamente a quem passar por Castelo de Vide.

 

Na "rota dos sabores" (7)

“Moreanes és meu povo, a minha aldeia é Santana (…)”. Foi a recordar a conhecida canção alentejana que rumei (hoje) até ao restaurante Al andaluz (em Santana de Cambas). Depois de um breve passeio pela aldeia é chegada a hora do almoço (já tardio). Entro no espaço onde os amigos Chico e Amélia vão recebendo com simpatia (e carinho) todos os que procuram um espaço diferente, tranquilo e com qualidade, para degustar um qualquer sabor tipicamente português. Entro e, imediatamente, antevejo que ali vou sentir-me bem. Confortável diria. Uma antiga mercearia, a loja da Júlia (como lhe chamam) deu lugar a um simpático restaurante, sem pretensões, acolhedor e de grande proximidade para com o cliente, no que ao atendimento respeita.

 

Vista parcial de Santana de Cambas e Igreja

 

Nas duas salas de refeições (apenas separadas por um ligeiro arco) decoradas a preceito (e ao jeito) pelos proprietários, há móveis restaurados (da antiga loja) e que ainda hoje são úteis, como uma velhinha balança Avery orgulhosamente exposta num pequeno balcão de acesso à cozinha. Neste recanto, o responsável pelo serviço de mesa vai preparando os acepipes de entrada (queijo fresco com azeite e orégãos e um delicioso paio alentejano) acompanhados de um bom pão caseiro servido num pequeno talego (saco de pão) de linho branco (imaculado). À medida que vou sendo atendida tenho a plena sensação que vou escrevinhar sobre o assunto. O restaurante Al andaluz merece este pequeno apontamento. Pensei.

 

Detalhes do restaurante Al andaluz

 

Pouco tempo depois chega o pedido: “Bacalhau à Casa”. Uma receita (diferente) do conhecido bacalhau espiritual com um toque pessoal da amiga Amélia, a cozinheira de serviço. Bom aspeto! Excelente no sabor. Uma dose bem servida (dá para duas pessoas). No final uma mousse de café deliciosa, doce q.b. (como costumo dizer). Um café com um “miminho” da Nestlé (de chocolate claro) rematou aquela que foi uma excelente opção de almoço de domingo.

  

"Bacalhau à Casa" e "Mousse de Café"

 

Parabéns aos proprietários. Continuem a deliciar-nos com a vossa comida e o vosso carinho.

 

 

Na "rota dos sabores" (6)

Há quem diga que “não há coincidências”. Também eu o digo. Todavia, há acontecimentos que por inéditos ou improváveis (nalguns casos) adquirem o estatuto de incomuns. “Raridades” como gosto de lhe chamar. Foi assim, num destes dias (em jeito de fim de férias), que dei comigo a comer “cozido à portuguesa” no primeiro e no último dia de uma saída cá dentro.

No primeiro dia a opção (antecipadamente pensada) recaiu sobre o cozido do restaurante Canal Caveira, uma casa sobejamente conhecida de grande parte dos portugueses. Ou, pelo menos, conhecida de todos aqueles que no verão rumavam a sul por alturas de julho e agosto. Ainda me lembro das longas filas de carros que por ali se alinhavam estrada fora. Na altura (anos noventa), costumava parar ali para comer uma deliciosa “sandes de carne assada” que naquele local me sabia ainda melhor. Hoje em dia, e sempre que tenho tempo, faço um desvio e lá vou eu degustar o dito cozido (apesar dos ” remorsos”, à posteriori, pela ingestão da dose extra de calorias).

 

 

 

O "pecado" no restaurante Canal Caveira

 

Férias quase terminadas e eis-me de regresso. O dia tinha amanhecido cinzento mas morno. O itinerário, pouco atrativo (acho) no que à paisagem respeita, tinha sido pensado em função do objetivo daquele dia: visitar o museu da Lourinhã (um museu de paleontologia, arqueologia, arte sacra e etnografia). Fazia tempo que desejava conhecer a região (e os vestígios) de alguns dos “gigantes do jurássico e cretácico” que por lá viveram há vários milhões de anos. Foi esse “período” da Geoistória que me atraiu até à Zona do Oeste.

 

 

 

Secção de paleontologia do museu da Lourinhã

 

Visita terminada e rumo a sul. Atravesso a Zona Oeste em direção à serra de Montejunto. Nada motivou a minha paragem. Campos lavrados, cultivados, macieiras em flor, casas vulgares (iguais a muitas). A monotonia da paisagem chegou a causar-me nostalgia. Não podia sentir-me assim. Pensei. Afinal tinha acabado de passar uns dias maravilhosos.

Entro finalmente na zona da serra de Montejunto. A paisagem muda totalmente. O cheiro intenso e fresco do eucaliptal do sopé acordou-me da letargia do pensamento e deu-me energia suficiente para apreciar o ambiente. Subi ao miradouro e apreciei o horizonte longínquo. Uma volta a pé e decido começar a procurar um sítio para comer.

 

 

Vista norte a partir do miradouro da serra de Montejunto

 

Opto por continuar viagem pois alguém me diz que por ali não se come muito bem.

Voltas e reviravoltas e chego à Abrigada (uma povoação nas faldas da serra) junto da encosta sudeste. Aqui encontro a adega típica “Chico Pequeno”, assim chamada porque o primeiro proprietário era um “homem pequenino” (segundo me disseram). E lá estava eu a comer, outra vez, “cozido à portuguesa” (o prato do dia) pois o apetite era grande e não havia paciência para esperar mais. Acabei por comer (apenas) uma sexta parte da dose, tal era a riqueza (e quantidade) das carnes do dito.

 

 

 

Detalhes da sala da adega "Chico Pequeno"

 

Nota: durante a degustação do "cozido" na adega "Chico Pequeno" escrevinhei (mentalmente) este post. Coincidências, pensei.

Na "rota dos sabores" (5)

Numa das minhas estadias por Sintra, já de saída, estacionei numa rua banal. Igual a tantas outras. Procurava um restaurante. A expectativa era baixa pois a experiência gastronómica no centro histórico da magnífica vila não tinha `(na altura) sido a melhor. Além disso, o adiantado da hora (quase duas da tarde) não permitia uma procura cuidada e criteriosa. O que mais desejava era satisfazer a fome rapidamente.

Estacionada a viatura e eis a placa indicadora daquele que, ao primeiro olhar, me convidou a entrar. D. Pipas, um restaurante sem luxos, fora do centro histórico mas próximo do mesmo (junto à estação dos comboios).

 

 

Entro e observo rapidamente o ambiente. Parece-me limpo, acolhedor, agradável à vista. O dono (suponho) um Homem do Minho, simpático, de trato fácil, aborda-me e informa-me dos pratos do dia. Opto por umas “petingas fritas com migas de tomate”. Excelente escolha. Comida “caseirinha” (como costumo dizer). Que bom! Exclamei. Finalmente boa comida (e não comida para “turista”).

 

 

(Deliciosas) petingas com migas de tomate

 

Costumo ser exigente com a comida. Talvez seja um defeito (nalguns casos) ou talvez uma grande virtude (noutros) de quem aprecia os verdadeiros e puros sabores lusitanos. De quem se habitou (desde sempre) a sentir o aroma dos alimentos e a “brincar” aos cozinheiros. Por isso, refiro, quem faz parte da minha “rota dos sabores” foi (e é) para mim especial. Perdoem-me todos os que, em muitos casos, são também referências gastronómicas deste (nosso) cantinho. Preciso de avaliar com os cincos sentidos (e mais algum) para escrevinhar sobre o assunto.

Reparos à parte e o repasto terminou com um maravilhoso “arroz doce”, cremoso (como eu gosto).

 

 

 

 D. Pipas (vista parcial da sala do restaurante)

 

Nota : a quem passar por Sintra, recomendo o D. Pipas. Um restaurante tradicional com qualidade e muito profissionalismo.

 

Na "rota dos sabores" (4)

Havia algum tempo que não frequentava o Tamuje (Casa de Pasto Cafetaria em Mértola). Por nenhuma razão em especial. Simplesmente, porque a rotina diária se alterou nos últimos tempos e condicionou, fortemente, alguns hábitos. Outrora, naquele local, na sua Casa de Pasto, a Dona Amália (exímia cozinheira) costumava servir-me, ao almoço, o menu do dia, conforme recomendação dos meus pais. Quando o apetite era grande, fixava os olhos no pequeno ”postigo” que fazia a comunicação entre a cozinha e a sala de refeições à espera de ver sair o prato com a comida. Atualmente, o "postigo" de madeira (fechado e sem serventia) serve de nicho para três ou quatro calhaus rolados, pintados, que adornam a sua base…

 

 

 

Entro e procuro uma mesa livre. Opto pela mesa redonda a um dos cantos da sala. Ao passar detenho o olhar nos quadros com fotografias antigas que decoram a parede à minha esquerda. Aprecio cada um. Noutra parede lateral, um poema manuscrito prende-me a atenção. A receita de açorda alentejana. Interessante. Original até. O pequeno "restaurante" estava a surpreender-me pela simplicidade mas ao mesmo tempo pelo bom gosto. Acolhedor e aconchegante.

 

"Receita de açorda"

 

 

"postigo" de comunicação entre a cozinha e a sala de refeições

 

Depois de alguma hesitação (dada a ementa variada) opto por um “borrego assado no forno” que, como alguém na mesa dizia: “Sabe mesmo a comidinha caseira!”. Gostei da expressão pois a mesma traduziu na íntegra o sabor da refeição em causa. Por isso, não posso deixar de recomendar o Tamuje a quem passar por ali num destes dias.

“Comidinha” boa, acompanhada de uma grande dose de simpatia e amabilidade no trato. Gostei.

 

 

 

Nota: os mertolenses chamam rio tamuje ao troço do rio Guadiana que fica abaixo do local onde se situa o restaurante.

Na "rota dos sabores" (3)

É sexta feira à tarde e chuvisca. Novamente o mau tempo! Pensei. Em dias assim prefiro aninhar-me no meu casulo e ficar sem fazer nada, sem pensar! Ouvir-me apenas. Sabe-me bem essa letargia de fim de semana…

Mas, ainda assim, o desejo e a vontade de participar em mais uma edição do “Festival do Petisco” fez-me sair de casa numa tarde cinzenta e fria de uma primavera tímida a lembrar mais a chegada do outono.

Apresso-me a sair de casa pois a tarde avança e o tempo disponível é escasso. Chego ao pavilhão do NERBE e entro numa espiral de sabores, cores, sons…

Percorro o espaço apreciando os produtos expostos. No caminho vou encontrando amigos e conhecidos. Detenho-me num primeiro stand. Duas garrafas, estilizadas, muito “elegantes” prendem a minha atenção. Estão estrategicamente expostas. São belas, vaidosas até. Questiono o que contêm, dizem-me que é “aguardente de uva de mesa”. Uma delas venceu a medalha de ouro 2014, no XVI Concurso Internacional de Bebidas Espirituosas, em Moscovo. Há orgulho e felicidade na partilha. Despeço-me e desejo felicidades à família Peres de Sousa, os proprietários.

 

 

"aguardente de uva de mesa"

 

 

 Stand da Família Peres de Sousa

 

Apresso-me e vou saltitando pelos vários stands onde vários produtos regionais, como as duas “garrafas elegantes”, se insinuam aos olhos de quem passa. Convidam à degustação! Como os bombons do “Mestre Cacau” que do alto da sua vitrina, alinhados numa geometria perfeita, se exibem vaidosos. São delicadamente doces. Únicos e diferentes.

 

 

"Bombons Mestre Cacau"

 

Ando mais um pouco. Entro na tenda das tasquinhas. Está na hora de degustar os sabores da região. Há diversidade. Opto por um petisco variado onde o presunto caseiro, alentejano, não faltou (por acaso oferta de um amigo que participa no festival).

 

Por uma tarde, pus de lado a alimentação equilibrada e entreguei-me ao prazer de saborear os petiscos deste Alentejo…

Na "rota dos sabores" (2)

Hoje a minha “viagem” volta a ser uma viagem pelos sabores. Sabores do meu (nosso) país!

Havia muito tempo (quanto não sei) que não comia codornizes. Já passaram muitos anos desde que a Tia Antónia (minha tia avó) cozinhava, frequentemente, as ditas aves. Naquela altura (anos oitenta) era hábito comer tal iguaria ali para as bandas de Paio Pires e arredores. Ainda me recordo de comer codornizes no restaurante-marisqueira “Cabrinha" em Cacilhas…

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas a tradição (quando existe) mantém-se. Assim é, na Casa das Codornizes (em Évora). Um restaurante simples, onde desde há 45 anos (feitos no dia 3 de Março) se confeciona, como ninguém, as referidas aves. São crocantes, estaladiças, sem gordura. Deliciosas. Nunca comi nada assim! O segredo, esse está bem guardado.

 

 

Voltei lá (há dois dias) e recomendo a quem passar por Évora. A simpatia no acolhimento é 5*.

E… para quem não aprecie, há outras opções no menu.

 

 

 

Nota: queridos amigos (e seguidores), informo que todos os post sobre comida (boa) terão o título: na "rota dos sabores", apenas se diferenciando na numeração.

 

Lampreia à “Ti Maria Rita”

 

Os meses de fevereiro e março ativam-me o paladar e o apetite por determinados sabores. Sabores que lembram a minha infância e as minhas vivências. Como a lampreia por exemplo. Faz tempo que andava a tentar evitar este “pecado”: lampreia à moda da “Ti Maria Rita” (como se diz na minha terra).

Consta que em Mértola, uma afamada cozinheira de nome Maria Rita (a quem chamavam Ti Maria Rita) preparava o dito ciclóstomo como mais ninguém o fazia. A sua receita foi passando de geração em geração e, hoje, quem o aprecia recorre aos ingredientes que foram ficando na memória dos tempos e tenta reproduzir ao máximo a receita centenária. Em Beja, no restaurante Pena, pude comprovar que a memória dos tempos prevalece e mantém-se a tradição.

 

 

 

 

 Estava deliciosa. E posso afirmar: é lampreia à moda da “Ti Maria Rita”.