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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

A loja do Sr. Relego

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 Não sei bem que idade tinha! Talvez oito, talvez nove anos. Ainda hoje o cheiro forte do café (acabado de moer) está guardado na minha memória - como se fosse ontem que o aroma, pairando no ar, perfumasse o ambiente. Além do cheiro envolvente, o ruído do moinho, triturando os grãos de café, completa o cenário da lembrança da loja de José André G. e Suc. - a loja do Sr. Relego, assim conhecida por muitos.

 Na confluência da Rua 25 de Abril com o Largo Vasco da Gama, em pleno centro da vila, a loja centenária (hoje reconvertida) manteve até aos anos oitenta a traça antiga. Do mobiliário à disposição do mesmo, dos artigos ao atendimento personalizado, tudo permaneceu imutável durante décadas. Um estabelecimento comercial (onde se vendia de tudo), cujo comércio a retalho constituiu, também, uma das suas mais-valias.

  A entrada fazia-se por duas portas, defronte do longo balcão de madeira. Atrás, as altas estantes albergavam: de um lado, os produtos correspondentes à zona da mercearia, do outro, os tecidos (e restantes artigos) na zona da retrosaria. Na parte traseira do rés-do-chão, a contra loja (como lhe chamavam), arrumavam-se os artigos excedentes (e não só). À direita do balcão e com acesso direto a partir do mesmo (ou através de porta para o exterior) localizava-se o escritório, o lugar de eleição do proprietário e gerente do estabelecimento, onde se fazia toda a escrita e contabilidade da empresa.

 Lembro-me de acompanhar a minha mãe nas compras e ficar impressionada (e curiosa) com a destreza manual do empregado da retrosaria a medir os tecidos com o metro de madeira. Ainda hoje consigo visualizar aqueles movimentos precisos das mãos e do metro. O Alfredo, assim se chamava, sustinha sempre um lápis atrás da orelha e cantarolava enquanto degustava um pequeno grão de café - um rapaz alegre e bem-disposto que sabia vender como ninguém.

 Nos armazéns contíguos, eram recolhidos os produtos tradicionais fornecidos pelos produtores locais: cereais, lã, frutos secos e outros. Uma transação comercial que fez da empresa uma referência (até aos anos setenta) no que ao comércio diz respeito.

 O (des)carregamento dos produtos, junto aos armazéns (na Rua da República), era frequente e pressupunha alguma azáfama diária por ali. Ainda me lembro do Sr. Carrilho com uma saca de estopa (dobrada de forma triangular) enfiada na cabeça, para evitar ficar empoeirado, a (des)carregar os sacos de cereal e/ou de farinha dos camiões, para dentro do "armazém das farinhas" e vice-versa. Um trabalho árduo, sem qualquer ajuda mecânica para além de um velho carrinho de mão. Outros tempos, outros métodos de trabalho...

 No armazém frontal (situado no piso superior da loja principal) estava montado o velho moinho de café, no qual o Sr. Fernando (outro funcionário) moía café, várias vezes ao dia, para que o mesmo não faltasse na “lata” da estante da mercearia. Também ali se arrumavam, em local seco e fresco, os “fardos de bacalhau” e outros produtos do género.

 Uma loja com história cuja alquimia de cheiros e sabores marcou presença até ao início deste século…

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A caixa registadora e o velho moinho de café da loja do Sr. Relego 

 

 

 

Ambientes inspiradores (8)

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 O dia amanheceu cinzento e a tarde afigurava-se pouco propícia a saídas e passeios. No entanto, a chegada (e a receção) à Quinta do Vau haveria de tornar-se num momento único e prazenteiro. Tanto quanto o necessário para que as nuvens cinzentas se dissipassem e a paisagem ganhasse uma luz e um brilho especiais…

 O acolhimento proporcionado pela D. Zezinha (a proprietária do espaço) não podia ser melhor. Entre uma chávena de café e uma fotografia ou outra, a conversa foi fluindo num tom ameno e familiar. A calma e a tranquilidade emolduraram aquele momento.

 A quinta proporciona uma vista deslumbrante sobre Mértola; um espaço onde o tempo nos dá tempo e a paz nos abriga a alma… Um ambiente (verdadeiramente inspirador) que apela à memória dos tempos e reaviva a história da vila museu.

 Escolhi o quarto nº 5. Por nenhuma razão em especial. Talvez paixão à primeira vista. O branco imaculado da decoração salpicado de pequenos apontamentos em castanho e nude tornam o ambiente acolhedor e muito confortável. Apetece estar ali a contemplar a paisagem. Perder-me nos pensamentos e descontrair… E foi isso que aconteceu.

 Na Quinta do Vau tudo foi pensado para ajudar a relaxar: a simpatia no atendimento, a decoração, o perfume no ar e o silêncio absoluto em particular. Uma alquimia de coisas boas que proporcionam bem-estar e a tornam num lugar mágico.

 Recomenda-se (vivamente) ficar alojado nesta casa de campo. Por tudo isto e muito mais. Nem que seja por uma noite, vale a pena sentir o silêncio e a paz acolhedora deste lugar magnificamente localizado.

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Nota: agradeço aos proprietários da Quinta do Vau a estadia que me proporcionaram, bem como a simpatia e amabilidade no acolhimento. Parabéns pelo investimento em prol do turismo de Mértola. Bem hajam e felicidades.

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O Alentejo “está na moda”

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 Li, ontem, num jornal regional, que o The New York Times sugere para visitar, entre mais de cinquenta destinos mundiais, o Alentejo. Para além do prestigiado jornal, outras publicações colocam o Alentejo no top dos destinos a visitar em 2015.

 Seja pelas referências gastronómicas e vinícolas, seja pelas riquezas naturais e paisagísticas, o Alentejo tem vindo, gradualmente, a ser (re)conhecido.

 Quem visita a região de Bordéus, por exemplo, reconhece a grandeza do enoturismo numa das mais destacadas regiões vinícolas mundiais. O património cultural e histórico associado à produção de vinhos projetou a França como destino de eleição a esse nível. Em Portugal, o turismo associado à produção de vinho tem no Alentejo uma referência relativamente recente, mas já em franco desenvolvimento. Além desta vertente, outras (não menos importantes) têm contribuído para a crescente procura do Alentejo como destino turístico.

 Vejamos alguns casos: Évora, cidade património mundial, com um espólio arquitetónico destacável e um espólio etnográfico de excelência, com unidades de alojamento de elevado nível como é o caso do Ecorkhotel (eleito pela revista digital designboom como um dos hotéis e resorts mais surpreendentes; Beja, um concelho em franco desenvolvimento no que ao enoturismo diz respeito, com unidades de alojamento de elevado nível como a Mallhadinha Nova e outros concelhos em ascensão relativamente a esta vertente económica.

 Entre os vários concelhos alentejanos destaco o concelho de Mértola. Inserida numa região de características naturais únicas e de elevado valor patrimonial – em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana -, Mértola - a vila museu - é já merecedora de destaque no que ao alojamento turístico se refere: do Hotel Museu à Quinta do Vau, da Casa da Tia Amália ao Monte do Alhinho, são várias as unidades hoteleiras de qualidade à disposição dos visitantes. Por outro lado, a componente natural e paisagística envolvente permite o desenvolvimento de inúmeras atividades capazes de dar resposta ao visitante mais exigente: caça, desportos náuticos, caminhadas, cycling, birdwatching, … etc. E, naturalmente, o próprio Museu de Mértola, cujos núcleos reúnem um conjunto significativo de elementos de grande significado histórico e cultural.

Motivos, mais que suficientes, para visitar o Alentejo.

Alguém duvida?

Chegou o presépio!

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 Com a proximidade do natal as decorações alusivas à quadra já começaram a dar o ar da sua graça.

 Não sou muito apreciadora da época (já o disse), mas confesso que os presépios me cativam. Desde criança que aprecio as figurinhas simbólicas - metodicamente arrumadas e coordenadas entre si.

 Com a chegada do mês de dezembro, a minha mãe - como qualquer mãe de família cristã -, incentivava os filhos a montar o presépio. Mas antes disso havia a tarefa da colheita do musgo, na floresta próxima de casa. A dita recolha, que representava sempre um motivo de diversão, fazia-se, quase sempre, nos locais sombrios e húmidos, por ser aí que o tapete verde das minúsculas plantinhas – as funárias -, adquire maior espessura. A minha avó Jacinta, que nos acompanhava, gostava destas incursões pelo campo, durante as quais nos ia sensibilizando (e ensinando) para as leis da natureza – à sua maneira e sem grandes teorias, claro.

 Finalmente a decoração do presépio ficava-me reservada. E como eu gostava de colocar os pequenos “figurantes” - de barro pintado -, no seu lugar próprio… ainda que, mais tarde, a minha mãe desse o retoque final na arrumação.

 De entre todas as figuras do presépio, a minha atenção incidia sobre o Menino Jesus e os animais – particularmente a vaca e o burro. Ainda hoje me entusiasmo com o presépio… como o presépio da rotunda da avenida que todos os anos faz as delícias dos transeuntes.

 De noite e de dia, os representantes da Sagrada Família (e os Reis Magos) ali permanecem, dando as boas vindas a quem chega… e despedindo-se de quem parte.

Rio acima...

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 Lá longe o som do motor - quase silencioso -, anuncia o início da faina. Lentamente a pequena embarcação afasta-se, rio acima, nas águas calmas da tarde. Enquanto isso, eu, sentada na escarpa da nora, aceno ao casal de pescadores.

 Pouco tempo depois, o motor desligar-se-á; a D. Antónia começará a remar, enquanto o marido lançará o tresmalho[1]. Se as condições meteorológicas ajudarem talvez a pescaria resulte e valha a pena o sacrifício de mais uma noite ao relento.

 Mas por vezes o temporal não facilita e a noite termina cedo - debaixo do velho oleado ou na casa mais próxima. Lembro-me (na perfeição) de ver chegar o Sr. Álvaro e a esposa (a falecida D. Antónia) à casa da minha avó (mais tarde a casa dos meus pais) quando o tempo não ajudava e o regresso se antecipava; o que acontecia com alguma frequência no inverno.

 A sua chegada quebrava as rotinas da casa e animava as hostes. Sempre bem-disposto, o Sr. Álvaro lá chegava com um muge (ou mais) dentro de um saco – às vezes na própria mão -, para oferecer aos da casa. Entre uma conversa e outra - junto à lareira -, a sua presença era sempre uma alegria.

 Como a alegria que os pescadores incutiam ao rio com as suas lanchas coloridas. Cenas de uma vida difícil que a resiliência e o empreendedorismo colmatavam.

 A arte da pesca, que, há séculos constitui um meio de sobrevivência de muitas populações ribeirinhas, tem vindo progressivamente a decrescer. Alguns pescadores, de entre os mais velhos, já partiram… outros há que, alegando questões de vária ordem, abandonaram a atividade; os que restam deparam-se com muitas dificuldades e na maioria dos casos a pesca é, agora, uma atividade paralela.

 Apesar de tudo, de vez em quando, nas águas calmas da tarde, avisto uma lancha. E penso: ainda há pescadores no rio Guadiana. Poucos, mas há. A paixão pelo rio continua e nós – mertolenses -, agradecemos-lhes.

 

 

[1] Uma espécie de rede, usada durante todo o ano, cujas caraterísticas variam em função da espécie de peixe a capturar. Há tresmalhos para muge (tainha), saboga, barbos, bogas, achigãs, etc.

 

O “velhinho” Café Guadiana

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 Mesmo ao lado da muralha - na entrada para o centro histórico da vila de Mértola - o velhinho (mas sempre renovado) café Guadiana vai resistindo à evolução dos tempos.

 Da esplanada - no terraço sobranceiro, sente-se o pulsar do burgo: quem passa - na estrada; quem entra e quem sai da pequena loja gourmet - na esquina em frente; quem chega e quem parte do largo. Estrategicamente localizado, o emblemático estabelecimento marcou a vida social da vila museu, sobretudo, durante a segunda metade do século XX.

 Embora exista um movimento típico no largo Vasco da Gama - que dinamiza e agita o sítio - nada se compara aos cenários de outrora: aqui chegavam os velhos autocarros da Eva e da Rodoviária - que asseguravam o transporte para outras regiões, ali se situava a praça de táxis e a maioria dos estabelecimentos comerciais mais relevantes na altura.

 Havia azáfama nas horas da chegada e da partida… e o fumo negro dos escapes entranhava-se e cheirava à distância. Por entre a nuvem de gases, deambulando entre um cigarro e um “copo de três”, o velho Faxenita- figura típica, animava as conversas e incutia-lhes a novidade desejada. Nada ficava no segredo dos deuses depois de chegar aos ouvidos do velho moço de recados.

 Por entre o alvoroço - junto à antiga paragem dos autocarros, o pregão dos gelados Nicolau entoava nos ouvidos dos transeuntes. Aqui e além uma ou outra criança - puxando as saias da mãe - lá alcançava o desejo: comer um “gelado de baunilha com cobertura de chocolate” (o mais apetecido de todos).

 Enquanto na rua a agitação das gentes se fazia sentir, no interior do café o tempo decorria a outro ritmo. Um tempo tranquilo e mais direcionado para notícias do dia. Entre uma ou outra coscuvilhice, uma ou outra brejeirice, os homens – principais frequentadores do café naquela época - trocavam ideias e teciam negócios com cheirinho a café e bagaço. Um cenário dos filmes de Copolla, numa atmosfera de aromas… persistentes - até hoje, na minha memória.

 Havia cadeiras e mesas estrategicamente colocadas - de frente para a porta de entrada, para uso exclusivo da elite local. Diz-se, até, que um certo senhor abastado teria ali a “sua cadeira” e que ninguém ousava lá sentar-se. Outros tempos, outras mordomias.

 O tempo passou e alterou a história. Hoje - apesar do ritmo social ser outro, há temáticas que continuam a gerar verdadeiras tertúlias: caça e futebol. Temas imutáveis que atravessaram gerações (e famílias) e que o Henrique - o funcionário mais antigo no café - faz questão de manter.

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(Cinco) razões para visitar Mértola

 Dizia-me (ontem) um casal de viajantes “sem rumo” (ele inglês, ela francesa): «A primeira vez que subimos o rio, em direção a Mértola, e nos deparámos com a vista desta vila na encosta, ficámos boquiabertos. Esta paisagem deslumbrou-nos!». Hoje, passados alguns anos, estão de volta à vila museu. O pequeno veleiro, ancorado no rio, junto à ponte, serve-lhes de abrigo há quinze anos.

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 Tal como este casal, muitos turistas, ultimamente, escolhem Mértola como destino. Há várias razões para incluir a pequena vila alentejana nos circuitos turísticos. Pessoalmente indicaria cinco motivos para visitar Mértola: o património histórico e cultural; a envolvente natural; os eventos culturais, usos e costumes das gentes; os recursos cinegéticos e os produtos tradicionais.

 A pequena vila - humilde e plena de encantos (e mistérios) – há muito se impôs na margem direita do Guadiana. Companheiros de sempre. De mãos dadas, caminhando, resistentes aos séculos e às agruras da vida... Um percurso feito a dois, para sustento da sua comunidade.

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 Um breve encontro no centro da vila – no histórico café Guadiana - e avanço calcorreando as ruas. Em cada esquina me detenho. No empedrado, gasto pelo tempo, vislumbro a História… tantas histórias para reviver, tanta cultura para lograr. Abraço esse passado com garra e continuo revisitando espaços.

 Voltas e reviravoltas e o meu olhar recai no ex-libris de Mértola - a torre do relógio. Sem dúvida alguma, um dos monumentos mais bonitos da vila. Porventura o mais vezes pintado, pela mão do malogrado artista Mário Elias. Um ícone da arquitetura local, sem rival. De noite, ou de dia, a emblemática obra junto à muralha virada para o rio, não passa despercebida.

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 Para além daquele símbolo arquitetónico, outros se impõem no velho burgo: o castelo e a igreja matriz. E, mais eu andasse, mais haveria para destacar no que ao património histórico e cultural de Mértola diz respeito. Um mundo de outrora - presente nas ruelas íngremes e estreitas.

 Chego ao castelo. O centro do burgo antigo. Dali avisto o horizonte longínquo e a envolvente que me circunda: um ondulado sem fim que me transposta para épocas distantes.

 Recuo no tempo. Quase trezentos milhões de anos me separam do mar profundo que banhou estes terrenos. Mundos extintos, gravados nas rochas, e cuja presença se impõe (ainda hoje) sob os mais diversos aspetos - como a faixa piritosa onde nos situamos, o pulo do lobo e outras estruturas geológicas de suprema importância no concelho.

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 São estas riquezas naturais que me seduzem. Há um mundo natural por descobrir aqui. A diversidade de fauna e flora do Parque Natural do Vale do Guadiana – com destaque para as espécies cinegéticas - são motivos suficientes para uma estadia aqui.

 Continuo a minha “viagem” e dou por mim no outro lado do rio: em Além-rio. Nunca percebi muito bem (ou percebo) esta minha forte atração por este” bocado” de Mértola. Ali, sinto magia no ar - sobretudo no silêncio da tarde (e da noite). A visão do casario (na encosta oposta) surge majestosa. Poderosa mesmo. Sinto-me pequenina e humilde. Uma sensação de nostalgia invade-me (sempre) o pensamento. De repente apetece-me recuar no tempo e rever pessoas, factos e eventos… como todos os eventos culturais que animam este povo e estas gentes: o festival islâmico, a feira da caça, a feira do mel, queijo e pão (e tantos outros por este concelho dentro). Um mundo de tradições, de usos e costumes, de sabores, únicos e intemporais.

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 Vale a pena uma incursão nesta terra – à semelhança do que um dia fez o casal de viajantes - nem que seja por um dia. Mértola agradece (e as suas gentes também).