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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

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A "segunda adolescência"

 

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  Faz tempo, durante uma conversa com uma amiga de longa data, esta temática veio a propósito de pessoas adultas imaturas. Dizia-me essa amiga: “Há pessoas que permanecem, eternamente, na segunda adolescência.”Apesar de compreender no imediato a conotação subjacente à afirmação proferida, fiz questão de debater mais um pouco o tema em causa. Uma breve troca de ideias e eis a conclusão de tão interessante abordagem: depois dos “quarenta” (há quem refira mesmo, aos 42 anos) homens e mulheres, não aceitando o processo de envelhecimento natural, desenvolvem determinados comportamentos - muitas vezes desajustados da idade - porque pretendem manter-se “eternamente” jovens. Nunca satisfeitas, essas pessoas correm o risco de se desviar do “caminho do autoconhecimento”, uma ferramenta fundamental para os “ajudar a ultrapassar as sucessivas crises pessoais que irão surgir ao longo da vida”de uma forma "mais madura".

 Se, às citadas crises pessoais, acrescentarmos, nomeadamente, um processo de divórcio, as consequências serão maiores e mais difíceis de gerir. No limite essas pessoas vivem acontecimentos traumatizantes que vão influenciar o seu comportamento futuro, em termos de sexualidade (e não só) - entendendo-se o conceito de sexualidade nas suas várias dimensões: biológica, social, cultural, ética, moral, religiosa, etc.

 Todos os acontecimentos pessoais provocam instabilidade emocional - frequentemente geradora de conflitos interiores - que conduz a uma de duas vias distintas (e possíveis): a via do equilíbrio - com tranquilidade e paz interior - e a via da agitação emocional permanente – a denominada “segunda adolescência”. Antes de se atingir o estádio de equilíbrio, quase todos passamos pela fase do caos emocional.

 Os problemas surgem quando não conseguimos ultrapassar essa fase de desequilíbrio. Nesse caso, dizia-me a citada amiga - com algum conhecimento na matéria - fica-se eternamente preso a um estádio de agitação perpétua, a já referida “segunda adolescência”, à qual se associa o popular e pejorativo conceito: “velho(a) jarreta[1]”.

Será mesmo assim?                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

 

[1] Termo (muito usual entre nós) que está, frequentemente, associado a pessoas com comportamento leviano e/ou inconsequente e, de alguma forma, descontextualizado da idade biológica.

 

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