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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

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Na "rota dos sabores" (4)

Havia algum tempo que não frequentava o Tamuje (Casa de Pasto Cafetaria em Mértola). Por nenhuma razão em especial. Simplesmente, porque a rotina diária se alterou nos últimos tempos e condicionou, fortemente, alguns hábitos. Outrora, naquele local, na sua Casa de Pasto, a Dona Amália (exímia cozinheira) costumava servir-me, ao almoço, o menu do dia, conforme recomendação dos meus pais. Quando o apetite era grande, fixava os olhos no pequeno ”postigo” que fazia a comunicação entre a cozinha e a sala de refeições à espera de ver sair o prato com a comida. Atualmente, o "postigo" de madeira (fechado e sem serventia) serve de nicho para três ou quatro calhaus rolados, pintados, que adornam a sua base…

 

 

 

Entro e procuro uma mesa livre. Opto pela mesa redonda a um dos cantos da sala. Ao passar detenho o olhar nos quadros com fotografias antigas que decoram a parede à minha esquerda. Aprecio cada um. Noutra parede lateral, um poema manuscrito prende-me a atenção. A receita de açorda alentejana. Interessante. Original até. O pequeno "restaurante" estava a surpreender-me pela simplicidade mas ao mesmo tempo pelo bom gosto. Acolhedor e aconchegante.

 

"Receita de açorda"

 

 

"postigo" de comunicação entre a cozinha e a sala de refeições

 

Depois de alguma hesitação (dada a ementa variada) opto por um “borrego assado no forno” que, como alguém na mesa dizia: “Sabe mesmo a comidinha caseira!”. Gostei da expressão pois a mesma traduziu na íntegra o sabor da refeição em causa. Por isso, não posso deixar de recomendar o Tamuje a quem passar por ali num destes dias.

“Comidinha” boa, acompanhada de uma grande dose de simpatia e amabilidade no trato. Gostei.

 

 

 

Nota: os mertolenses chamam rio tamuje ao troço do rio Guadiana que fica abaixo do local onde se situa o restaurante.

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