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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

O "pão do Rogil"

As férias na Costa Vicentina começam (quase sempre) a comprar pão no Rogil - o "Pão do Rogil".
Depois de provar o pão de alfarroba, fiquei fã. Costumo torrá-lo, pois fica leve e estaladiço, e pronto a comer com queijo de cabra fresco (alentejano, de preferência). Este ano não resisti, também, a uns bolinhos de miolo de amêndoa, divinais. Por vezes, o pecado da gula é mais forte, e lá se vai a "dieta" sem acúcar... Pequenos delitos, totalmente aceitáveis, em tempo de férias.

Porém, não se fala apenas de pão, quando mencionamos a expressão: "pão do Rogil" - uma padaria de família, desde 1965; nessa altura, a farinha utilizada, no fabrico de um pão macio de côdea estaladiça, era obtida a partir da moagem do trigo no moinho do Rogil -, ali se fabricam, também, diversos produtos de pastelaria: bolinhos, broas, bolachas e biscoitos à base de batata doce de Aljezur, azeite, mel e frutos secos variados; tudo feito à mão e cozido em forno de lenha. Produtos criativos, de sabores (às vezes) exóticos, sem nunca esquecer os sabores tradicionais. 

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Nota: ao lado da padaria/pastelaria do " Pão do Rogil" existe um espaço museológico, onde podem ser apreciados, entre outros elementos, alguns dos mais antigos utensílios da padaria, da família Claro.

 

 

 

 

 

 

 

 

Solidão vs companhia

Há quem considere que o "isolamento social" é "preditor de pior saúde", havendo, inclusive, estudos científicos que correlacionam a saúde (e a recuperação em caso de doença) com o tipo de relação afetiva e/ou social que o indivíduo possui. Em suma, o nível de satisfação emocional, subjacente às relações afetivas que temos, poderá ter consequências (positivas ou negativas) na nossa saúde? Parece que sim. Segundo os dados, quem vive só terá mais dificuldades de recuperação e estará mais predisposto a determinadas doenças. Ao ler um artigo, alusivo ao tema em questão, lembrei-me de um velho ditado a que a minha avó materna (frequentemente) aludia: "Filha, mais vale só que mal acompanhada". Realmente, se considerarmos as falsas amizades que proliferam nas redes sociais e algumas relações (conjugais e não só) doentias, creio que a minha avó tinha toda a razão deste mundo. Se a solidão é má, o que dizer da hipocrisia e da falsidade que nos rodeiam? Venha o Diabo e escolha...

Viver o momento

O que vale antecipar angústias, premeditar o futuro?
Tudo o que existe é o momento. Todo o momento é passado e é futuro. Viver no presente é viver inteiramente. Qualquer projeção futura ou nostalgia de outrora traz à mente desassossego e intranquilidade. Deixar a vida acontecer (para o bem e/ou para o mal) sem sofrer por antecipação, e ter por companhia as pessoas certas, é viver com prazer e sem necessidade de obediência ao rebanho. Pôr de lado o que nos provoca desconforto e/ou mau-estar. Eliminar as pedras do caminho e caminhar ao sabor do universo...

O que vale a palavra?

 

Às vezes tudo, às vezes nada. Sempre assim foi e assim será.

A palavra, símbolo da existência humana, continua a representar ideias, factos, conceitos e teorias… uma representação nem sempre fidedigna das ações a que pretende aludir e/ou dos objetivos que pretende alcançar. Seja qual for o valor intrínseco da palavra, o seu efeito continuará a fazer-se sentir, nos mais diversos momentos. Assim, a palavra pode ser uma lufada de ar nos momentos de tormenta, uma almofada de conforto na tristeza dos dias, uma recompensa de jornadas de luta… Em suma: um valor acrescido, quando aquilo que se diz (ou se escreve) traduz, na perfeição, aquilo que se pensa. Bem sei que “um gesto vale mais que mil palavras”. Não duvido, mas hoje, e aqui, o valor da palavra tem outro significado: uma crença de que a palavra certa, no momento certo, pode fazer a diferença. É disso que se trata, de palavras sérias e aconchegantes, palavras informais e libertadoras, palavras de amabilidade e compaixão e não de palavras falsas e vãs. Palavras que conduzam a tudo aquilo que o mundo precisa: viver, plenamente, cada momento, sem comportamentos típicos de uma pequenez de espírito.

Politiquice(s)

Portugal, "país à beira-mar plantado", "país seguro", um território de beleza ímpar não se coaduna com políticas que contribuem para o enriquecimento de alguns e o progressivo empobrecimento da maioria.
O Património histórico (natural, cultural e arquitectónico) de Portugal não conjuga com políticas que desvalorizam a Saúde e a Educação; políticas que não dignificam a condição humana, antes acentuam problemáticas que desvalorizam as pessoas. Portugal precisa de políticas que respeitem a diferença: políticas de honestidade e verdade, políticas coadjuvadas por todos (sem exceção). Quando a política deixar de ser um ninho de interesses e se tornar um instrumento de partilha de poderes, talvez Portugal se torne verdadeiramente Interessante. Até lá... vamos sobrevivendo (com as politiquices de alguns).

Voltar (à cidade)

Voltei. Por instantes deixei a cidade entrar: observei recantos, respirei aromas, revivi sabores, recordei sons.
Senti felicidade, senti nostalgia. Senti tristeza, senti alegria.
Lisboa é isto: um mosaico de sensações que me fazem vibrar a alma e agitar o pensamento.
Nada é igual, quando a sombra do passado teima em seguir o trilho do presente... e enquanto a melancolia esmaga a permanência no agora, o coração emudece de saudades.
Desfoco-me e mergulho num mar de diversidade: cores, sons, palavras soltas, olhares vazios no turbilhão das ruas. Uma multidão de rostos ausentes, uma impessoalidade que me atrai e repele.

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Beja, capital?

Na rua deserta já se respira o ar "quente" da planície; as paredes brancas ofuscam-me o olhar. No centro da cidade, meia dúzia de transeuntes entram e saem das (poucas) lojas que resistiram à recessão. Uma cidade triste, sem energia e sem dinâmica de vida, sem sonhos...
A alma da cidade está moribunda: onde andam as gentes que outrora se juntavam na meia-laranja e que sorriam genuinamente?
Vejo no rosto de quem passa a apatia que reina: falta de alegria, ausência de ambição, descrédito no futuro.

Será possível inverter a situação? Talvez. Antes de tudo, devolvendo à cidade a massa crítica capaz de dinamizar o tecido empresarial e social. Tarefa difícil? Sim, mas não impossível.

 

 

 

 

 

Domingo de inverno

É domingo. Na vila (como na cidade) os domingos de inverno são, por norma, tranquilos e dados à melancolia; dias de silêncio e recolhimento. Gosto e não gosto dos domingos. Nestes dias, procuro um recanto que me deixe beber um café comigo mesma. Hoje escolhi o Além Cante, no Largo Vasco da Gama. Ali, à entrada para a "vila velha", ao domingo, no inverno, o espaço permite-me estar, tranquilamente, a ler e a bebericar o café... Lá em baixo, o rio. Corre lento, ausente, consigo mesmo. Transporta na alma histórias de outro tempo, histórias que o tempo gravou na memória das gentes. Também aqui, de onde a vista alcança, percorro um caminho de ausência: percurso sinuoso, onde o sonho me acompanha e conduz. Nessa ausência, embarco no delírio da imaginação construindo arco-íris de afetos. Apesar da ausência, a presença da esperança vai compensando o vazio que se vive por aqui... Olho em redor, ninguém. Mais um dia cinzento de ausência, mais um domingo do meu (deste) inverno.

"Publicidade enganosa na saúde"

Há poucos dias, esta notícia (plasmada num jornal nacional) captou a minha atenção: “Ordem dos Médicos quer travar publicidade enganosa na saúde”. Ótimo, pensei. Segundo o artigo em causa, a Ordem dos médicos irá lançar, brevemente, no seu site, uma área com informação sobre os temas mais polémicos relacionados com saúde. Uma boa notícia, atendendo ao facto do tema - “estilo de vida” saudável - ter invadido os media (e não só). Por exemplo: crescem, vertiginosamente, os anúncios a suplementos alimentares. De repente todos percebem de nutrição e alimentação saudável. Há um boom de anúncios, sobretudo em revistas, alusivos a dietas de emagrecimento, dietas detox, etc. Os consumidores têm razões suficientes para se sentirem baralhados. A oferta é tão vasta e diversificada que optar se torna cada vez mais difícil. Perante a longa lista de produtos anunciados, resta o bom senso e a voz dos verdadeiros especialistas na matéria (médicos e nutricionistas) para nos aconselharem devidamente. Efetivamente, só um bom conselho poderá evitar consequências desastrosas para a saúde.

Mudar é possível

Dois livros (O Poder do Agora e Um Novo Mundo), o mesmo autor (Eckhart Toole), o mesmo poder das palavras. Dois livros que fizeram a diferença entre todos os livros que já li. Assuntos atuais, vistos por um especialista em espiritualidade e controlo da mente. O " poder do Agora" e o "despertar de uma nova consciência" são textos que nos ajudam a utilizar o potencial do momento presente e a controlar a nossa mente. Para alguns, o tema pode parecer bluff, mas não deixa de ser interessante pensar sobre o assunto e no modo como estes livros têm ajudado a alterar comportamentos de milhares de pessoas. Os textos revelam-se motivadores e geradores de alterações na personalidade dos leitores predispostos à mudança. Só basta desejar mudar e estar sensibilizado para as questões espirituais. Tudo, naturalmente, associado a disciplina mental e treino. Como qualquer atividade desportiva, também a mudança comportamental se consubstancia no treino regular e na vontade férrea de alcançar resultados positivos. O que é perfeitamente possível, pois a personalidade humana altera-se ao longo da nossa vida, segundo comprovam estudos científicos, levados a cabo na segunda metade do século XX.