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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Fru(t)a na escola

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  À hora marcada, a pequena furgoneta entrava no recinto da escola. “Chegou a Frua!” Exclamaram curiosos, e expectantes, os alunos, no pátio junto ao portão principal da escola (E. S. do Restelo). Enquanto aguardavam pela montagem da “lojinha de rua”, iam fazendo perguntas. Rapidamente (e de forma metódica e organizada), Carina O. – uma das empresárias da Frua, foi montando as máquinas, expondo as frutas… num pequeno quadro de ardósia, o preçário e a lista dos sumos naturais disponíveis: laranja, maçã, abacaxi, etc., passando por algumas combinações mais criativas, ditas improváveis, mas muito saborosas. Como o sumo de maçã, cenoura e beterraba – com o nome: “Rua Ferreira Borges” - que a Carina preparou para mim, ou o denominado “Rua Augusta” – à base de laranja, limão e gengibre.

  Coube-me a tarefa de fotografar e acompanhar uma turma ao local. Tudo a propósito da comemoração do Dia Mundial da Alimentação (dia 16 de outubro), mas não só. Afinal, a matéria em lecionação, no 9º ano de escolaridade, tinha tudo a ver: saúde individual e comunitária – determinantes da saúde. E depois, incentivar ao consumo da fruta - e com isso contribuir para um estilo de vida saudável, para além de se enquadrar nos objetivos da recém-criada startup, vai de encontro às metas curriculares. Perante isto: todos ganharam com a iniciativa, a Escola e a Frua.

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No habitat da dieta mediterrânica

 

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Migas de espargos verdes selvagens com entrecosto frito

 

 A propósito do dia mundial da alimentação - que se comemora amanhã (dia 16 de outubro) - lembrei-me da importância da dieta mediterrânica no meu regime alimentar. Tendo crescido no seio de uma família tradicional alentejana, desde tenra idade que me habituei a sabores típicos da cozinha mediterrânica. Como o sabor das ervas aromáticas, muito usadas no tempero dos alimentos.

 Julgo mesmo poder afirmar: em Portugal o Alentejo é o habitat natural da dieta mediterrânica. O clima e a geografia da região conferem-lhe características únicas, propícias a uma economia em que a agricultura e a pecuária representaram (sempre) os principais setores. Concomitantemente, as ditas atividades sempre exerceram forte influência no regime alimentar das populações alentejanas.

 O pão (por exemplo) - muito utilizado em diversas sopas tradicionais e nas migas – era o alimento base. O que, aliás, se explicava devido ao cultivo intensivo do trigo.

 Outra característica, peculiar, da citada dieta: o uso de azeite, como gordura principal.

 Para além destas referências, outras, de merecedor destaque, poderiam ser enunciadas aqui: como os frutos secos, a carne das aves de capoeira, o peixe do rio e outros alimentos - ditos “bons” de acordo com as normas nutricionais.

 Em tempos, a referida dieta era tida como “pobre”. Quer por englobar reduzida variedade de alimentos, quer por uso excessivo de outros.

 Os tempos são outros - e as regras sobre nutrição alteraram-se. Há quem diga que a dieta mediterrânica é uma dieta saudável e rica em termos nutricionais. Talvez, por ser rica em fibras e antioxidantes derivados dos vegetais, legumes e frutos secos.

 Verdade ou não, certo é: a alimentação, para ser equilibrada, deve respeitar a famosa “roda dos alimentos” - e obedecer aos seus princípios. Comer de tudo, nas proporções corretas e adequadas à idade e profissão.

 Sem darmos conta, exageramos na ingestão de um ou outro alimento cujo paladar nos agrada mais. No limite, sacrificamos os rins - responsáveis pela “purificação do sangue”. Só mesmo um alerta para nos convencer que há: “alimentos bons e alimentos perigosos”. Alimentação equilibrada e alimentação desequilibrada. A escolha é nossa. O caminho certo existe. Só necessitamos de optar.

 

Nota: a Dieta Mediterrânica foi declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2013.