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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

O sonho...

Ao som da musica do tempo

Subo ao sótão da memória

E nesse refúgio me sento.

 

 E entre a poeira dos dias...

 

O sonho da aurora promissora

Entre as tréguas do momento 

Nesta viragem da história.

 

E entre a poeira dos dias...

 

Neste recanto de sonhos

Guardo em mim o desejo

De mil abraços risonhos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ausência infinita

Há uma primavera que se anuncia: no aroma dos malmequeres, no chilrear da passarada, no balir dos rebanhos, na lembrança do teu sorriso. Aqui, na vastidão da planície, onde a vida flui ao som da natureza, há uma saudade que se entranha e uma ausência que dói. Uma ausência infinita que é presença hoje, e sempre.
E nesta emoção mista, de passado e presente, há uma lágrima escondida que te chora.

 

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Ao empalidecer do dia...


Ao empalidecer do dia...

Acena o sol para lá do horizonte 

Pia o mocho anunciando a noite

Despertam a lua e as estrelas.

 

Ao empalidecer do dia...

Viajo entre as pedras do caminho
Respirando a brisa fresca da tarde

Enquanto as sementes adormecidas

Aguardam serenas o sol da manhã.

 

Ao empalidecer do dia...

Uma alquimia de odores
Perfuma de prazer o momento,
Enquanto a mente vagueia
Leve como o dente-de-leão. 

 

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Planície

Árvores,
Vidas erguidas na vastidão da planície,
Salpicos de verde na terra árida sedenta,
Albergues de vidas errantes.

Folhas caídas, frutos tombados
Na aridez dos dias na escuridão das noites,
Sonhos que ficam rendidos
Aos pés do montado.

Juntos vão perecendo
No solo estéril da solidão,
Soltam gemidos ouvem queixumes
Sangra de abandono seu coração.

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Primavera da memória

Durmo ao relento,

No leito da recordação.

Sob o olhar da lua,

Sinto as caricias do vento no rosto da solidão.

 

Procuro nas folhas caídas,

Alento para a caminhada...

Sigo iluminando o trilho sombrio,

Relembrando momentos em cada encruzilhada.

 

Na penumbra dos dias,

Vislumbro um sorriso.

A tua presença pintalga de azul o céu,

E inunda de flores o piso.

 

Vive em mim e terei as flores todas do caminho...

No cimo da serra

No cimo da serra a lua espreita,

E afaga o rosto dos amantes.

Em cada gesto um sorriso,

Em cada palavra uma promessa.

 

Sonhos vividos, momentos partilhados,

Castelos erguidos na esperança.

 

E enquanto a lua se esfuma e as estrelas dormem,

Um grito reprimido brada no horizonte longínquo.

No choro escondido da hora da partida,

Há um abraço que fica e um beijo que permanece.