Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Planície

Árvores,
Vidas erguidas na vastidão da planície,
Salpicos de verde na terra árida sedenta,
Albergues de vidas errantes.

Folhas caídas, frutos tombados
Na aridez dos dias na escuridão das noites,
Sonhos que ficam rendidos
Aos pés do montado.

Juntos vão perecendo
No solo estéril da solidão,
Soltam gemidos ouvem queixumes
Sangra de abandono seu coração.

image.png

 

 

 

Primavera da memória

Durmo ao relento,

No leito da recordação.

Sob o olhar da lua,

Sinto as caricias do vento no rosto da solidão.

 

Procuro nas folhas caídas,

Alento para a caminhada...

Sigo iluminando o trilho sombrio,

Relembrando momentos em cada encruzilhada.

 

Na penumbra dos dias,

Vislumbro um sorriso.

A tua presença pintalga de azul o céu,

E inunda de flores o piso.

 

Vive em mim e terei as flores todas do caminho...

No cimo da serra

No cimo da serra a lua espreita,

E afaga o rosto dos amantes.

Em cada gesto um sorriso,

Em cada palavra uma promessa.

 

Sonhos vividos, momentos partilhados,

Castelos erguidos na esperança.

 

E enquanto a lua se esfuma e as estrelas dormem,

Um grito reprimido brada no horizonte longínquo.

No choro escondido da hora da partida,

Há um abraço que fica e um beijo que permanece.

 

 

Retrato

Olho o teu retrato todos os dias
Todos os dias te olho como se estivesses aqui.


Enquanto dura o fugaz encontro
Uma lagrima rola no meu rosto
E com cautela e disfarçadamente digo-te que estou bem.


Rasgo um sorriso sem sentido
E guardo as palavras que não ouço
Como pedaços de esperança que alimentam os meus dias.

 

Viagem

Se porventura partires, leva-me contigo nesse mar que te acolhe. Um mar da cor do céu, onde a esperança vive e o sonho mergulha. E quando a noite cair, abraça o horizonte e beija-me a mão que te estendo. Não penses, não digas nada, deixa-te levar rumo ao jardim dos sentidos. E nesse recanto, que é só teu, senta-te e escuta a voz do coração: se o ouvires chorar, não receies, aceita o sinal e prossegue a tua viagem. Se o ouvires cantar, é sinal que fizemos da noite dia e das estrelas sorrisos. Então, fica mais um pouco e vive cada instante como sendo único.

Mar (de serenidade)

1134 (2).JPG

 

Desembarco do pensamento

Antes da noite que o devaneia

Longe das águas e do vento

Gravo o nome na areia.

 

Na praia onde me acosto

Não há sombras não há gente

Só uma lua de agosto

Tem magia certamente.

 

Durante a noite encantada

Só o pássaro gorjeia

E na enseada protegida da nortada

Avisto malícia no olhar da Cassiopeia.

 

Sinto o corpo estremecer

E a mente em tranquilidade

O coração a bater

Num mar de serenidade.