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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Primavera da memória

Durmo ao relento,

No leito da recordação.

Sob o olhar da lua,

Sinto as caricias do vento no rosto da solidão.

 

Procuro nas folhas caídas,

Alento para a caminhada...

Sigo iluminando o trilho sombrio,

Relembrando momentos em cada encruzilhada.

 

Na penumbra dos dias,

Vislumbro um sorriso.

A tua presença pintalga de azul o céu,

E inunda de flores o piso.

 

Vive em mim e terei as flores todas do caminho...

No cimo da serra

No cimo da serra a lua espreita,

E afaga o rosto dos amantes.

Em cada gesto um sorriso,

Em cada palavra uma promessa.

 

Sonhos vividos, momentos partilhados,

Castelos erguidos na esperança.

 

E enquanto a lua se esfuma e as estrelas dormem,

Um grito reprimido brada no horizonte longínquo.

No choro escondido da hora da partida,

Há um abraço que fica e um beijo que permanece.

 

 

Retrato

Olho o teu retrato todos os dias
Todos os dias te olho como se estivesses aqui.


Enquanto dura o fugaz encontro
Uma lagrima rola no meu rosto
E com cautela e disfarçadamente digo-te que estou bem.


Rasgo um sorriso sem sentido
E guardo as palavras que não ouço
Como pedaços de esperança que alimentam os meus dias.

 

Viagem

Se porventura partires, leva-me contigo nesse mar que te acolhe. Um mar da cor do céu, onde a esperança vive e o sonho mergulha. E quando a noite cair, abraça o horizonte e beija-me a mão que te estendo. Não penses, não digas nada, deixa-te levar rumo ao jardim dos sentidos. E nesse recanto, que é só teu, senta-te e escuta a voz do coração: se o ouvires chorar, não receies, aceita o sinal e prossegue a tua viagem. Se o ouvires cantar, é sinal que fizemos da noite dia e das estrelas sorrisos. Então, fica mais um pouco e vive cada instante como sendo único.

Mar (de serenidade)

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Desembarco do pensamento

Antes da noite que o devaneia

Longe das águas e do vento

Gravo o nome na areia.

 

Na praia onde me acosto

Não há sombras não há gente

Só uma lua de agosto

Tem magia certamente.

 

Durante a noite encantada

Só o pássaro gorjeia

E na enseada protegida da nortada

Avisto malícia no olhar da Cassiopeia.

 

Sinto o corpo estremecer

E a mente em tranquilidade

O coração a bater

Num mar de serenidade.