Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Pequeno-almoço de hotel

 Quem não gosta? São poucos, suponho, aqueles que não apreciam um bom pequeno-almoço num hotel. O facto em si, significa férias ou uma saída do espaço habitual do quotidiano. E se o mesmo acontecer num ambiente totalmente novo, requintado, com variedade de alimentos e em boa companhia, então diria: é “ouro sobre azul!”

 Pessoalmente, não prescindo da primeira refeição do dia. Aliás, sou incapaz de sair de casa sem comer. Sem dar conta, ao longo da vida, cumpri, escrupulosamente, com uma das regras básicas da alimentação equilibrada: não jejuar durante muitas horas.

 De todas as refeições, esta, é, sem dúvida, aquela que maior prazer me proporciona. É, também, um dos aspetos que não descuro numa viagem. Sempre que o faço dedico especial atenção aos detalhes do hotel a selecionar: localização, descrição dos espaços, comentários dos clientes e se inclui (ou não) pequeno-almoço e de que tipo (buffet continental ou buffet variado). Prefiro, sem dúvida, um pequeno-almoço com variedades de pão (e de queijo), cereais, iogurtes, frutas e sumos naturais.

 Nesse género de pequeno-almoço, por norma, há maior variedade de alimentos à disposição e isso permite selecionar de acordo com as nossas preferências e hábitos alimentares; por outro lado, comendo bem pela manhã, quer em quantidade, quer em variedade, terei mais energia, para enfrentar as longas caminhadas “à descoberta”, dado que estarei, em princípio, de férias ou numa escapadinha de fim-de-semana.

 Além disso, nada como uma mesa repleta de coisas boas (e saudáveis) - se possível com uma magnífica paisagem, como pano de fundo - para começar bem o dia.

116.JPG

 Peqeno-almoço no Vilafoia hotel (Monchique)

No Hotel Rural (do Lousal)

109.JPG

 Para além de outras construções da época, o Hotel Rural Santa Bárbara dos Mineiros merece destaque no centro da antiga aldeia mineira do Lousal. O hotel - que dispõe de dez quartos e uma suite - resultou da remodelação da antiga residência do administrador da mina, Frédéric Vérge. Apesar das alterações efetuadas, a traça antiga do edifício mantém-se. A decoração, bem conseguida, exibe alguns objetos ilustrativos da época e da história da mina.

 Nos quartos, climatizados (todos com TV e Wi-Fi), o conforto apela ao dolce far niente. Nas casas-de-banho, a prevalência do mármore confere-lhes o requinte pretendido. No Hall de entrada, a grande escadaria de madeira maciça, lembra aos tempos áureos do antigo “palácio”.

 É caso para dizer: todos os espaços dignificam a história do lugar.

 À noite, na varanda do quarto, as noites estreladas convidam à descoberta de outros mundos… como o mundo da fantasia que a descontração proporciona. E pela manhã, o pequeno-almoço rico e variado não deixa margem para dúvidas: o preço justifica a estadia.

 

112.JPG

100.JPG

133.JPG

136.JPG

139.JPG

 

089.JPG

093.JPG

088.JPG

087.JPG

 

 

 

 

 

NOTA: a uma hora de Lisboa, com ótimos acessos para quem vai do sul (ou do norte), o Lousal proporciona várias opções para ocupação do tempo livre: passeios (a pé e/ou de bicicleta), visita à barragem (e campos envolventes), visita ao museu mineiro e ao Centro de Ciência Viva, etc.

Ambientes inspiradores (8)

088.JPG

 O dia amanheceu cinzento e a tarde afigurava-se pouco propícia a saídas e passeios. No entanto, a chegada (e a receção) à Quinta do Vau haveria de tornar-se num momento único e prazenteiro. Tanto quanto o necessário para que as nuvens cinzentas se dissipassem e a paisagem ganhasse uma luz e um brilho especiais…

 O acolhimento proporcionado pela D. Zezinha (a proprietária do espaço) não podia ser melhor. Entre uma chávena de café e uma fotografia ou outra, a conversa foi fluindo num tom ameno e familiar. A calma e a tranquilidade emolduraram aquele momento.

 A quinta proporciona uma vista deslumbrante sobre Mértola; um espaço onde o tempo nos dá tempo e a paz nos abriga a alma… Um ambiente (verdadeiramente inspirador) que apela à memória dos tempos e reaviva a história da vila museu.

 Escolhi o quarto nº 5. Por nenhuma razão em especial. Talvez paixão à primeira vista. O branco imaculado da decoração salpicado de pequenos apontamentos em castanho e nude tornam o ambiente acolhedor e muito confortável. Apetece estar ali a contemplar a paisagem. Perder-me nos pensamentos e descontrair… E foi isso que aconteceu.

 Na Quinta do Vau tudo foi pensado para ajudar a relaxar: a simpatia no atendimento, a decoração, o perfume no ar e o silêncio absoluto em particular. Uma alquimia de coisas boas que proporcionam bem-estar e a tornam num lugar mágico.

 Recomenda-se (vivamente) ficar alojado nesta casa de campo. Por tudo isto e muito mais. Nem que seja por uma noite, vale a pena sentir o silêncio e a paz acolhedora deste lugar magnificamente localizado.

vau.jpg

063.JPG

051.JPG

DSC00773.JPG

DSC00775.JPG

079.JPG

DSC00787.JPG

DSC00782.JPG

DSC00788.JPG

DSC00793.JPG

DSC00792.JPG

DSC00802.JPG

DSC00811.JPG

Nota: agradeço aos proprietários da Quinta do Vau a estadia que me proporcionaram, bem como a simpatia e amabilidade no acolhimento. Parabéns pelo investimento em prol do turismo de Mértola. Bem hajam e felicidades.

DSC00800.JPG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na margem do rio...

IMG_3720.JPG

 Quando o cansaço e o stress se apoderam de mim, se possível, procuro um refúgio para o corpo e para a alma.

  Nesta altura do ano, quando o sossego invade a região algarvia, encontrar um espaço para repousar acaba sendo fácil. Foi o que aconteceu, muito recentemente.

 Num recanto do Arade, bem juntinho a Ferragudo, encontrei o sítio ideal para descansar: o Água Hotels Riverside. Uma unidade hoteleira, relativamente recente, com marina privada, piscina exterior e interior e uma vista magnífica para o rio Arade. 

 A envolvente natural transporta beleza para dentro do quarto; da longa janela envidraçada, virada para o rio, avisto a cidade na outra margem. Sem movimento aparente, Portimão (e arredores) parece ter hibernado neste prenúncio de inverno.

 Numa manhã, depois de um excelente pequeno-almoço buffet, aproveitei para conhecer Ferragudo. A pequena vila piscatória, com o casario disposto num promontório, lembrou-me, imagine-se, Cadaqués. Talvez a geografia do local me fizesse recuar e revisitar lugares; talvez os meus olhos tenham pintado aquele quadro - em tons de azul e branco -, à semelhança de outro que guardo na memória. Talvez – apesar da necessidade de obras de requalificação.

 O sol brilhou acalentando os dias; a preguiça invadiu os espaços e o silêncio imperou. Nada mais além da paisagem perturbou o ambiente de pura meditação que ali vivi.

IMG_5532.JPG

IMG_3714.JPG

IMG_3711.JPG

IMG_3710.JPG

IMG_3732.JPG

IMG_3733.JPG

IMG_5511.JPG

IMG_5512.JPG

 

 

NOTA: esta unidade hoteleira, relativamente recente, alia a qualidade e o conforto dos espaços a um preço convidativo. Ideal para umas miniférias em família, o hotel dispõe de piscina exterior e SPA.

 

O “meu” hotel

IMG_3196.JPG

 Já são alguns (muitos) os hotéis onde me alojei. Com mais ou menos estrelas, cada um deixou a sua marca por motivos únicos e particulares.

 Passar uma noite ou mais num hotel é (quase) sempre uma forma de viajar, de fugir das rotinas… e de sonhar. O tempo não conta; às vezes uma noite basta para nos encher a alma - sozinhos ou acompanhados. Talvez por isso seja comum ouvir a expressão: “Gosto da vida de hotel!” 

 Agrada-me a sensação de me deixar envolver pela ambiência e disfrutar do prazer da descoberta de novos espaços. Cada estadia representa um novo impulso rumo ao equilíbrio mental e físico. Uma lufada de ar novo na cadência da vida.

 Desde a sua abertura, em Janeiro de 2013, que o Riversuites se transformou no “meu” hotel preferido (em Coimbra).

 Ali mesmo ao lado do mosteiro de Santa Clara, do lado de lá da rua, encontrei um dia o pequeno hotel. Um edifício restaurado onde a simplicidade aliada ao conforto é a nota dominante. Um mundo despojado de luxo, mas muito confortável e acolhedor.

 Da janela avisto o rio e o outro lado da cidade. O “postal" ilustrado agrada-me – particularmente à noite. Sem dúvida um lugar acolhedor, muito arrumado e muito limpo.

 À noite o silêncio embala-me e eu deixo-me levar pela tranquilidade envolvente… e penso: há espaços que se tornam “nossos” sem o serem.

IMG_3195.JPG 

IMG_3197.JPG

IMG_5401.JPG

IMG_5402.JPG

 

 

NOTA: o Riversuites ganhou em 2014 o certificado de excelência segundo o Tripadvisor. Sem dúvida o hotel com “a melhor relação qualidade/conforto/localização/preço existente na região”.