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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

O inverno (também) tem coisas boas

Considerada (por muitos) uma estação “cinzenta”, o inverno pode ser, também, uma época agradável dependendo das circunstâncias de modo e lugar de cada um.

Há muitas coisas – simples, mas agradáveis – que podemos fazer no inverno, que nos proporcionam prazer: ficar em casa, numa tarde chuvosa, com lareira acesa, a ler um livro, a fazer zapping ou, simplesmente, a “blogar” no sofá até que escureça; pelo meio, beber um chá de “folhas verdes” da horta, acompanhado de torradas com compota caseira. Ao fim-de- semana - se o programa incluir saída de casa -, jantar fora e ir ao cinema é a combinação perfeita. O quentinho das salas de cinema (às vezes exagerado, diga-se) sabe bem nas noites de inverno. Só custa o regresso a casa - sobretudo se estiver muito frio ou a chover.

O inverno não significa apenas chuva e dias cinzentos. Quando o sol brilha, os dias têm uma luz especial, que fica ainda mais intensa no seio da natureza. No inverno, em dias de sol, os campos verdejantes do Alentejo adquirem outra dimensão: são mosaicos de cor verde e castanha, sob um céu azul, que se estendem no horizonte sem fim…

Coisas simples, momentos únicos. Basta saber valorizar.

 

 

Tributo ao inverno

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 A manhã acordou fria como é habitual nesta altura do ano. O sol - apesar de brilhar – não aquece o suficiente, mas ainda assim a natureza resplandece.

 Aproveito a dose de energia extra - que o sol me fornece e percorro os campos da quinta. Num passo lento, vou observando todos os detalhes: o cheiro da erva, o canto do melro nas oliveiras, o voo da garça sobre o rio… vestígios de vida que me acolhem e abraçam a alma. Esboço um sorriso e bendigo a terra que piso - e que me torna feliz.

 São tantos recantos quantos os encantos! Da rocha nua ao musgo que a invade, da semente à árvore que a suporta, tudo ganha mais vida (no inverno) quando a água e o solo alimentam as raízes e fazem germinar as sementes… E eu, caminhando devagar, respiro o ar fresco da tarde naquele mundo palpitante de vida.

 Tudo ganha mais ritmo nos dias solarengos… a matriz de cores - onde o verde domina - ganha mais brilho neste tempo. Gosto deste quadro que a natureza me oferece! Coisas simples que me tornam feliz.

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Coisas de inverno...

 

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 Quando o Homem descobriu o fogo já conhecia, muito provavelmente, o calor e a luz provenientes do mesmo. Quer através dos vulcões, quer através dos incêndios naturais - causados pelos relâmpagos, os nossos ancestrais rapidamente se aperceberam das vantagens do fogo.

 Milénios depois, uma boa fogueira continua a fazer as delícias de muita gente - sobretudo nestes dias mais frios.

 “O lume é uma companhia!” Desde sempre me lembro de ouvir esta máxima. No inverno - na casa da minha avó -, a lareira estava ateada todo o tempo. Ali se fazia o café, numa cafeteira de barro – a “chocolateira, como lhe chamavam os antigos. Sabia melhor – dizem, ainda, alguns. Também os cozidos (de grão e feijão) - os “jantares”, assim designados, eram confecionados numa panela de ferro (ou de barro), durante uma tarde inteira, para serem comidos geralmente à noite. A cozedura em lume brando apurava o sabor dos alimentos, tornando aqueles manjares ainda mais apetitosos.

 Ainda hoje alguém me dizia que o lume a crepitar na lareira dá vida à casa. Partilho desta opinião. O melhor aquecimento é o proveniente de uma boa lareira acesa. Para além de aquecer o ambiente, ainda pode servir para assar uma boa linguiça ou umas castanhas para acompanhar uma jeropiga.

Coisas de inverno - que eu aprecio.