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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

O refúgio

Já passou um ano. Contudo, continuo a recordar, com saudade, o meu refúgio em Campolide: a minha "casinha". É desta forma que aludo àquela que foi o meu "cantinho" - na recente e breve passagem por Lisboa. Um lugar onde fui feliz. Recordo a chegada, mas nunca esquecerei o dia da partida: um carro cheio de tralha e uma alma vazia. Quando a cidade se tornava minha cúmplice, quis o destino que me afastasse. Foi difícil deixar aquela cápsula espacial. Ali, sentia-me protegida do olhar do mundo. A minha identidade era respeitada. Sem intromissões (nem julgamentos) de terceiros, a vida foi acontecendo de forma sã, ao sabor do tempo e do universo. Apesar da agitação da grande cidade, consegui criar os meus ritmos sem interferências externas. Hoje, posso dizer que consegui sentir a "leveza" do Ser. Cresci e ganhei defesas. Além de mais, pude aproveitar (e apreciar) o que Lisboa tem de bom: muita Cultura.

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Voltar (à cidade)

Voltei. Por instantes deixei a cidade entrar: observei recantos, respirei aromas, revivi sabores, recordei sons.
Senti felicidade, senti nostalgia. Senti tristeza, senti alegria.
Lisboa é isto: um mosaico de sensações que me fazem vibrar a alma e agitar o pensamento.
Nada é igual, quando a sombra do passado teima em seguir o trilho do presente... e enquanto a melancolia esmaga a permanência no agora, o coração emudece de saudades.
Desfoco-me e mergulho num mar de diversidade: cores, sons, palavras soltas, olhares vazios no turbilhão das ruas. Uma multidão de rostos ausentes, uma impessoalidade que me atrai e repele.

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