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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Em Alte

Gosto do Algarve "desconhecido", mais natural, e ainda meio "selvagem", onde a massificação turística vai chegando lentamente: o barrocal - a região localizada entre a serra algarvia e o mar, onde encontro vales verdejantes, que intersectam uma paisagem rica em história geológica, comida regional - com toque de modernidade (e às vezes crativa) -, e um modo de vida ao ritmo das aldeias.
Em Alte (aldeia do concelho de Loulé), vive-se o verdadeiro espírito do barrocal. A paisagem envolvente e os recursos naturais permitem ao visitante desfrutar de uma estadia descontraída; destaco as fontes de Alte - sobretudo a "Queda do Vigário" -, locais paradisíacos, onde se pode fazer um piquenique, para além de se poder dar um mergulho nas águas frescas e límpidas.
Obviamente que a minha visão é diferente, daquela de quem ali vive diariamente. Completamente de acordo. Ainda assim, morar nas aldeias do barrocal algarvio é viver de forma saudável, longe do bulício e da poluição dos grandes centros urbanos. Ali respira-se paz e sossego, ar puro e tempo, mais tempo, para o que é realmente importante: estar connosco mesmos.

Nota: aconselho a visita nos meses de menor afluência turística (abril e maio ou outubro e novembro). 

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No mar do SW

Gosto do Tempo sem tempo, aquele que me permite esvaziar o pensamento, quando quero; na hipnose do momento, unicamente o sonho tem permissão para invadir o meu mundo - o meu cantinho, onde só entra quem eu desejo. Ao sabor da vida, e entrelaçados, ficamos, aguardando o arco-íris... E quando um sopro de brisa, leve e suave, me acorda, sei que chegou a hora de mais um mergulho, na água fresca e viva do mar do sudoeste.

Deixar esta praia, este mar, esta costa (e toda a sua envolvente) cria-me angústia antecipada. Não quero. Não vou permitir que a mente se foque no amanhã. Prefiro concentrar-me no que tenho agora: uma quietude de espírito e um relaxamento corporal como há muito não tinha; uma experiência (só) possível na praia onde o tempo esculpiu a mais bela das arribas.

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Outro meu olhar sobre o mar do SW: 

https://youtu.be/ayHyWzJfpP4

 

A menina e o mar

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No ar um bando de gaivotas orquestra melodias em círculo, o sol beija-lhe a pele e a brisa refresca-lhe o rosto húmido dos dias. Tem a alma contida numa nuvem de sonhos, no peito uma mão cheia de afetos, mas continua Ela mesma: a menina de sorriso fácil e olhar profundo. Sempre que o tempo lhe permite é ali que regressa para contemplar o mar - seu companheiro de horas esquecidas. Repousa o corpo na areia morna da praia e o pensamento na cartilha da Vida. Constrói sonhos, aventuras, viagens... recosta-se na memória e deixa-se levar como folha caída. Voa, livre, sem rumo nem coordenadas, até onde o desejo a levar. Só ela mesma e o pensamento que a transporta para lá desse mar. Enquanto bebe o silêncio e a paz do momento, sente na boca o travo amargo da saudade, mas continua fiel a si mesma, olhando o mundo pelo filtro do perdão, do amor e do carinho. Não dá conta do tempo passar... No horizonte o sol faz-lhe adeus e sussurra-lhe ao ouvido uma canção de esperança: ama-te, renova-te, porque o amanhã não tarda e será breve e incerto.