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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

E o "dia do homem"?

 Para onde quer que me vire a palavra de ordem é sempre a mesma: Mulher. Normal, ou não fosse hoje o dia “delas”. Nos jornais, na rádio, na TV… até na mesa de café. De todas a alusões ao dia que hoje se comemora, duas mereceram a minha atenção. A primeira, escrita, na revista Notícias Magazine, em que um leitor diz: “O homem deve respeitar a mulher sem deixar de ser homem. A mulher deve respeitar o homem sem deixar de ser feminina.” Interessante opinião. A segunda, proferida por um homem (que vive num Lar de Idosos): “Não admito discriminação!” Depois de o questionar sobre tamanha indignação respondeu-me que no lar comemoravam o dia da mulher, pelo que haveria duas mesas para o almoço e que uma delas teria direito a “toalha branca” e outras “mordomias”. O dito homem, sentindo-se discriminado, saiu porta fora do lar, dizendo que ali não almoçava.

 Pergunto: estarão corretos (os referidos homens)? A resposta será, obviamente, diferente de acordo com os princípios de cada um. Pessoalmente, considero que quem não quer ser discriminado, não deve discriminar. E, assim, quer um quer outro terão razão. Porque quem se sente livre, na verdadeira aceção do seu género e condição, nunca virá reclamar quaisquer direitos. É verdade que existem mulheres que nem o são consideradas como tal, mas sim como meras “coisas”, outras cuja voz é silenciada durante uma vida (ou para sempre), etc., mas não podemos esquecer que há, também, homens nestas circunstâncias. A violência doméstica também existe no masculino. Apenas os tabus sociais impedem que essas situações sejam desmascaradas. Julgo. E não se pense que violência significa apenas agressão física. A violência psicológica acarreta, igualmente, problemas graves.

 Precisamos de acabar com os sentimentos de culpa e de inferioridade. Quem se assume na íntegra, mais tarde ou mais cedo, será ressarcido da sua atitude. Qualquer mulher deverá pensar como pessoa e não como ser do sexo feminino. Daí, o primeiro homem ter razão e o segundo também. Pois, tal como as mulheres, os homens sofrem de discriminação.

 Finalmente: porque não existe um dia do homem? Alguém já questionou?

A “mala delas”…

Quando alguém refere os termos: mala e/ou carteira (de senhora), a dúvida instala-se. Afinal diz-se carteira ou mala?

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/mala [consultado em 18-09-2014], aqueles conceitos são sinónimos; podendo ler-se a seguinte definição para mala: “Bolsa de mão, geralmente usada por senhoras para transportar documentos e pequenos objetos de uso quotidiano = carteira”.

Aparentemente a confusão existe - meramente - por razões de forma e conteúdo. A maioria das pessoas diz mala. Distinguindo diferentes tipos de malas de acordo com o conteúdo e o uso dado aos mesmos: mala de senhora, mala de viagem, mala do carro… etc. Noutros casos, a designação deriva de motivos sociais (e culturais): as “elites” dizem carteira, o “povo” diz mala.

Definições e conotações à parte, seja “mala” ou “carteira”, sempre que nos referimos ao dito objeto - a “mala delas” (como lhe chamam os homens), as palavras são diferentes mas o significado e o conteúdo são os mesmos.

E no que ao conteúdo respeita: a confusão é ainda maior.

Sempre que o telemóvel toca e não está no sítio certo, o caos instala-se e a tormenta levanta-se. Procura aqui, ali, acolá. Entretanto já desligaram e a busca continua. Bolsas e mais bolsas saem do interior da “mala”… uma parafernália de uso pessoal - supostamente útil. Tudo serve para colocar dentro da dita: agenda, livros, bloco de notas, canetas, lápis, cremes, perfume, caixas de óculos, porta-chaves, fraldas, etc…

 Resultado: peso excessivo – prejudicial à postura corporal – e uma confusão desnecessária que dificulta o acesso a qualquer objeto no imediato. Então se o acesso for alheio, a coisa complica-se ainda mais e o outro confronta-se (sempre) com a questão: “Onde estará?” Se for homem fica com os “nervos em franja” e a cada investida - durante a procura - vai praguejando de irritação.

(Que fazer? Evitar malas demasiado grandes. Poupa-se a coluna e evitam-se constrangimentos desnecessários.)