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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Ontem foi dia de comemorar

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O mundo sem livros seria um dia sem sol!? Talvez. Não consigo imaginar o mundo sem "literatura". Quanta falta me faz o livro da mesinha de cabeceira - o meu companheiro das noites de insónia. E quando um livro não basta, é na escrita que encontro a fórmula mágica para expulsar emoções e (re)viver momentos. Uma terapia fácil, e com resultados concretos. São as palavras (certas) que se transmitem de geração em geração - oralmente e por escrito.
Ontem, foi dia de comemorar "as palavras", que já escrevinhei aqui. Agradeço, do coração, a todos quantos contribuíram para este reconhecimento.

O que vale a palavra?

 

Às vezes tudo, às vezes nada. Sempre assim foi e assim será.

A palavra, símbolo da existência humana, continua a representar ideias, factos, conceitos e teorias… uma representação nem sempre fidedigna das ações a que pretende aludir e/ou dos objetivos que pretende alcançar. Seja qual for o valor intrínseco da palavra, o seu efeito continuará a fazer-se sentir, nos mais diversos momentos. Assim, a palavra pode ser uma lufada de ar nos momentos de tormenta, uma almofada de conforto na tristeza dos dias, uma recompensa de jornadas de luta… Em suma: um valor acrescido, quando aquilo que se diz (ou se escreve) traduz, na perfeição, aquilo que se pensa. Bem sei que “um gesto vale mais que mil palavras”. Não duvido, mas hoje, e aqui, o valor da palavra tem outro significado: uma crença de que a palavra certa, no momento certo, pode fazer a diferença. É disso que se trata, de palavras sérias e aconchegantes, palavras informais e libertadoras, palavras de amabilidade e compaixão e não de palavras falsas e vãs. Palavras que conduzam a tudo aquilo que o mundo precisa: viver, plenamente, cada momento, sem comportamentos típicos de uma pequenez de espírito.

O "poder" e a "magia" das palavras

 Hoje, apeteceu-me escrever sobre a “magia” das palavras e o seu “poder” infinito na linguagem, mas dei conta que um simples exercício de escrita me conduzia a uma situação quase plagiante: desde um blogue, com nome semelhante, ao título de livros e/ou outros documentos alusivos ao tema, a dificuldade em evitar “temas comuns”, ou já excessivamente abordados, deixou-me perplexa. Resultado: optei por escrever sobre o efeito das palavras na minha pessoa, isto é, sobre aquilo que deveras sinto, despida de pré-conceitos (e, porque não, preconceitos).

 E pergunto: quem nunca se sentiu fascinado a ler um livro, a ouvir uma canção, a escutar alguém ou, simplesmente, a ler uma frase ou pensamento, por mais simples que fosse?

 As palavras são (quase) sempre mágicas! O seu poder determinante constitui a alavanca para a Vida, sobretudo, quando o desalento se apodera da mente e a força anímica se esvai. Às vezes, uma palavra certeira no caos da emoção pode fazer a diferença entre: estar (ficar) bem ou não.

 Palavras ditas, escritas, pensadas, sentidas, ocultas… são as palavras que nos norteiam e condicionam os atos. Palavras que animam (ou não); palavras que fazem sonhar; palavras que mentem; palavras vãs ou, simplesmente, inúteis.

 Seja como for, é a força das palavras que nos move e guia na direção das nossas convicções. Por isso digo: o “poder” das palavras é, absolutamente, mágico.