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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

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Dia do Professor

5 de outubro: Dia da Implantação da República e Dia do Professor. Dia de comemorar a mudança do regime político e dia de homenagear os (colegas) professores. Aqueles que dão o seu melhor em prol da Educação e, consequentemente, contribuem para o desenvolvimento e coesão social do país. Como professora não quis deixar de assinalar este dia, com uma reflexão sobre o papel do professor na construção de uma sociedade mais digna e mais fraterna; uma sociedade com espírito crítico e pensamento criativo, pautada por valores como: liberdade, responsabilidade, participação cívica, exigência, excelência e inovação; sem esquecer, naturalmente, o desenvolvimento pessoal, os relacionamentos interpessoais e o ambiente. Uma educação holistica, direcionada para a saúde e bem-estar e para a sustentabilidade.

Sem educação não há desenvolvimento, sem desenvolvimento não há saúde nem bem-estar das populações. Cabe a quem de direito contribuir para a motivação dos envolvidos diretamente no processo. Só com motivação haverá empenho, só com empenho haverá resultados concretos. Bem hajam todos os professores; bem hajam todos quantos respeitam o papel do professor, pois neles reside a chave da motivação para que esta classe profissional continue a trabalhar, em benefício de uma sociedade mais justa e mais equilibrada.

"Sou professora, logo sou rica"

Considerando as recentes notícias, sobre os professores portugueses, permito-me deduzir: "sou professora, logo sou rica". Sobre o assunto só me ocorre dizer: tenho carro porque o comprei; tenho telefone e computador portátil porque os comprei; vou almoçar e/ou jantar fora, mas pago do meu bolso; se for viajar, tenho de pagar do meu bolso, etc, etc. Tudo isto, para não falar de tantas outras "mordomias " que nós, professores, classe supostamente rica, na realidade não tem. Contrariamente, outros (dirigentes políticos e não só), têm tudo isto a "custo zero". É justo? Não se trata de justiça, mas sim de coerência nos atos e nas críticas efetuadas a quem, semelhantemente, tem cargos e responsabilidades no seu trabalho. Assim, parece-me desajustada, e sem qualquer fundamento, a eterna "desculpa" de que os cargos políticos, pela responsabilidade inerente, exigem/permitem determinadas regalias. Isso sim, julgo ser uma afronta e uma verdadeira injustiça para quem, diariamente, tem a seu cargo crianças e jovens para Educar - "holisticamente" falando, claro.
Por isso pergunto: a luta dos professores é injusta? Porquê? Porque exigem igualdade e equidade no que aos seus direitos alude? Não me parece que haja injustiça. Dizer que o "país aposta na educação", mas não ter consideração pelos professores, classe co-responsável pelo sucesso dessa educação, é, no mínimo, insultar pessoas. Somos (também) pais, avós, tios, primos, amigos... Em suma: somos pessoas com obrigações, mas também com direitos, liberdades e garantias. Somos cidadãos (como tantos outros profissionais), respeitem-nos por favor.