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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Em plena serra... (com o mar no horizonte)

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 Quando o cansaço se instala e me sinto “a precisar de férias” procuro, se possível, refúgios tranquilos. Seja defronte do mar, seja no meio do campo, qualquer sítio que proporcione silêncio e relaxamento é o ideal.

 Foi num desses fins-de-semana, em que o corpo (e a mente) clamava por descanso, que rumei ao sul. Bem perto do Alto da Foia, numa colina da Serra de Monchique, em pleno montado de sobro, disfrutei do VilaFoia, um alojamento local, de cujo quarto pude apreciar a beleza circundante, com o mar no horizonte. O conforto e a tranquilidade do local têm nota máxima. Um espaço magnífico para recolhimento, no seio da natureza (quase) selvagem.

 A proximidade à vila de Monchique permite chegar, rapidamente, a qualquer restaurante para almoçar ou jantar, sem se perder de vista o objetivo primeiro: descansar, relaxar, contemplar ou, simplesmente, nada fazer e/ou pensar.

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 Nota: recomendo jantar (ou almoçar) no restaurante "A Charrete" (em pleno centro histórico da vila de Monchique).

Pelas ruelas de Monchique...

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 Um dia de sol preguiçoso. De vez em quando uma pequena nuvem dissipa a luz, que inunda de brilho a serra, mas nada apaga a tranquilidade que sinto, durante a travessia dos cumes e vales.

 Depois de uma paragem (junto a Alferce), para almoçar, prossigo viagem. Pouco tempo depois, lá em baixo, no silêncio do vale, a pequena vila de Monchique acolhe-me na tarde calma. Gosto da paz nas ruas e do verde das hortas junto ao casario. Dois mundos distintos em comunhão: o urbano e o rural.

 Calcorreio as ruelas estreitas do centro histórico e recrio mentalmente a história local… nada se compara ao passado, vivo e agitado, pleno de Vida. Hoje, em cada fachada, em cada janela fechada, as ausências forçadas (ou não) impõem-se. Há uma surdez social que me afeta. É bom e é mau, o que sinto: por um lado o sossego, por outro a nostalgia provocada pela desertificação humana evidente; um lastro de solidão da cultura diluída no tempo…

 

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Recomponho-me (das emoções) e sigo em direção às hortas circundantes.

 Recurvado sobre a terra, um idoso vai lançando pequenas sementes nos sulcos escavados pela enxada,  vagarosamente, com todo o tempo que o tempo lhe dá. Um quadro (sempre) atual do Amor à Terra (e aos seus frutos), que tanto aprecio. Debruçada, sobre o velho muro de pedra que ladeia a horta, ali permaneço durante algum tempo… a imagem, bucólica, transporta-me para outros quadros retidos na memória.

 Um pouco mais abaixo, na praça central da vila, a estatuária de rua retém-me por breves instantes. Depois de apreciar a interessante homenagem a um médico reconhecido, caminho mais um pouco até à paragem seguinte: uma loja de produtos tradicionais. Ali me detenho provando mel e a famosa melosa – bebida à base de aguardente de medronho, mel e canela. Gulosa, diria antes! Saio com mais uns frascos de mel (que muito aprecio) e uma garrafa de licor de limão (delicioso).

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 A luz ténue do anoitecer recorda-me que são horas de recolher ao hotel, antes de voltar a sair para o jantar (atempadamente reservado) no restaurante A Charrete.

 

Nota: o restaurante “A Charrete”, em pleno centro histórico da vila de Monchique, tem à disposição dos clientes um cardápio rico e variado e uma sala de refeições acolhedora e decorada a preceito, com objetos antigos, como se de uma velha mercearia se tratasse. O atendimento simpático e atencioso e os pratos (tradicionais e não só) à disposição, tornam-no uma referência na vila. Recomendável para quem visite a zona.