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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

No hotel D'Alcoutim

Cheguei, num daqueles dias de inverno em que só apetece "estar em casa", no quentinho, a ler, a ver um filme, a fazer zapping. O dia estava frio, mas o sol dava um brilho especial ao ambiente, tornando tudo ainda mais bonito, e acolhedor, no hotel D' Alcoutim: uma janela virada ao rio Guadiana; um espaço de bom gosto, onde os clientes são recebidos com profissionalismo, e muita simpatia, pelos anfitriões Marta Simões e Luís Palma. Os espaços, para além de confortáveis, apresentam uma decoração moderna, onde a dominância das cores azul e branco, remetem aos tons da náutica envolvente; um ambiente em harmonia com as águas calmas e serenas do rio, onde descansam veleiros de outros mundos.

Para além dos espaços (interiores e exteriores) que o hotel oferece - e que permitem descansar tranquilamente, há mais para usufruir na vila raiana de Alcoutim: caminhadas, visitar o castelo e/ou os monumentos megalíticos do Lavajo (Menires de Lavajo I e Menires de Lavajo II), dar um mergulho na praia fluvial do Pego Fundo, fazer um passeio de barco no rio... etc., etc.

E se a vontade quiser e o desejo apetecer, é só embarcar num dos táxis fluviais, ancorados no cais da vila, e ir até Sanlúcar de Guadiana: a pitoresca vila do outro lado do rio, onde se podem degustar umas tapas e beber "una caña", a contemplar o pôr do sol...

Pelo silêncio, pela paz, pela tranquilidade e pelo pequeno-almoço maravilhoso (cujo cardápio é da responsabilidade da nutricionista Marta Simões), recomenda-se, vivamente, uma estadia neste hotel.

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“Socorro, preciso de silêncio!”

Talvez um dia, e porque não já, seja esta uma frase proferida por muita gente. Onde quer que entre, onde quer que esteja, a música invade o espaço público, transformando o silêncio, desejado, numa ladainha/moinha constante - e às vezes irritante.

Que ideia foi esta de “musicalizar” (quase) todos os espaços públicos? Quem disse que nos apetecia estar, sistematicamene, a ouvir música? No café, no restaurante, no parque e no jardim, na sala de espera do consultório, no hospital… qualquer sítio serve para dar música aos sentidos.

Ainda agora, no local onde escrevo – na cafetaria de um conhecido museu nacional – um som instrumental sai da coluna, mesmo ao meu lado, interferindo na concentração desejada. Num espaço que convida, no caso, à tranquilidade e disfrute da paisagem, a música está presente perturbando a vivência plena do mesmo.

Para quê e porquê? Será que já não sabemos (con)viver no silêncio?

Parem, por favor, com esta “moda”, porque o silêncio (também) é preciso e recomenda-se.