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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Onde anda o Tempo?

 Não o tempo da meteorologia, mas o tempo da nossa vida, o tempo humano como gosto de lhe chamar. Anda aceleradíssimo! Ou serei eu que não sei gerir o dito (hoje em dia) e sinto-me atafulhada em afazeres múltiplos?

 Acordo todos os dias mais cedo (quinze minutos) do que sempre foi habitual. Não porque leve mais tempo nos preparos da manhã, mas porque sinto necessidade de sair calmamente de casa, tomar um café no “bairro” e chegar à escola descontraída e sem stresse.

 O pior começa, normalmente, depois das onze da manhã: os intervalos entre as aulas não chegam para terminar tarefas adiadas e ou intermináveis e, por essa altura, a paciência começa a faltar e a vontade de tirar férias a toda a hora instala-se. E penso: deve ser da idade! Ou não. Reconsidero. O ritmo alucinante da sociedade em que vivemos deixa-me zonza e, com tantas solicitações (reais e virtuais), há falta de tempo para disfrutar em pleno a Vida. Vive-se superficialmente tudo! Porque corremos de um lado para o outro para cumprir obrigações, porque queremos estar em todo o lado e não estamos em lado nenhum, porque somos bombardeados para dar resposta a mil e um assunto e, se não conseguirmos, somos literalmente aniquilados. Socialmente, claro. Ora, verdade seja dita, ninguém consegue viver em plenitude a Vida neste frenesim completo. Antes diria: passamos superficialmente pela vida! Vamos adiando milhentas coisas e de repente: a velhice espreita, acena-nos e nós, resignados (ou não), pensamos: já? Tão depressa? E feitas as contas descobrimos que afinal não vivemos, mas antes sobrevivemos.

 É isto que queremos? Não. Decididamente que não. Mas como alterar o sentido do ponteiro do Tempo? Não há fórmulas mágicas. O segredo está em nós. Somos nós que escolhemos o caminho. Mal ou bem, certo ou errado - aos olhos do mundo, importa apenas o Eu autêntico. Aquilo que, efetivamente, só se alcança em Paz e Tranquilidade - connosco e com os outros.