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Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

Escrita ao Luar

Um blog de “escrita” sensitiva e intimista sobre (quase) tudo... e com destaque para: viagens, ambientes inspiradores e gastronomia.

"Casa do Funil" - a nova casa de campo em Mértola

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Desce. Sobe. Sobe e desce. É este o ritmo das andanças na vila velha. Um labirinto de ruelas que me conduzem à rua da “Torre do Relógio”, passando pelo “funil” – uma passagem estreita por onde vislumbro o rio.

 Hoje a ida tem um motivo: inauguração da casa de campo “Casa do Funil”. A nova unidade hoteleira do burgo (que os amigos Paula e Rui tão bem souberam arquitetar e decorar).

 Antes de conhecer o novo espaço, houve lugar a uma animação de rua: uma curta peça teatral para animar os convidados. Um momento de verdadeira descontração, ou não fosse o local uma rua emblemática, deste cantinho à beira rio plantado…

 Seguiu-se um pequeno beberete - na zona de receção e loja gourmet -, onde deliciosas iguarias se fizeram acompanhar dos excelentes vinhos da região – rosé e branco bem fresquinhos.

 No final o reconhecimento do espaço e a certeza de estarmos numa casa tranquila, onde o espírito Zen se faz sentir. Recomenda-se a estadia.

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“Viajar cá dentro”

 Há uns anos viajar significava, quase sempre, sair do país. Nos tempos que correm, o conceito de “viajar cá dentro” está cada vez mais em voga. Hoje, muitos de nós desejam, afincadamente, conhecer em primeiro lugar o seu próprio país.

 O que aconteceu? Uma inversão de vontades? Ou uma imposição de vontades? Seja lá o que for, importa salientar esta mudança de atitude.

 No limite, na base dessa alteração, encontramos alguns conceitos fundamentais: “turismo em espaço rural”, “turismo de habitação”, “agroturismo”, “enoturismo”, entre outros. Novos modelos de desenvolvimento do turismo - que ganharam relevo e adeptos – constituem vertentes potenciadoras de um novo olhar sobre o que é “nosso”. Uma estratégia que permite contactar de perto com as belezas naturais de Portugal.

 Mais próximos da natureza, valorizamos, mais, o que este país tem de melhor: clima, paisagens, história, património, gastronomia e cultura. Uma riqueza incomensurável que os nossos escritores (clássicos) tão bem souberam apreciar - e descrever nas suas obras literárias. Quem não se lembra, por exemplo, das idílicas paisagens de Sintra, minuciosamente descritas por Eça de Queirós na sua obra “Os Maias”? Para não falar de outras magníficas paisagens deste país, que Almeida Garret tão bem caracterizou no livro: “Viagens na minha terra” ou, porque não, “Os Serões da Província” do Júlio Dinis, etc. Tantas descrições, quantas as paisagens que Portugal nos oferece.

 Por outro lado, a crise económica e financeira que atravessamos - e que despoletou nas famílias uma contenção nos gastos - reprimiu desejos e vontades mas proporcionou um conhecimento mais efetivo da nossa realidade.

Diria mesmo: “viajar cá dentro” é uma mais-valia porque “só se ama aquilo que se conhece”.